Disse-se isto, aquilo e o seu contrário, e tudo é verdadeiro porque, por mais díspares que sejam as afirmações, sempre haverá uma mãe a quem assentam bem. Caso para dizer: cada mãe é uma mãe.
A minha sempre foi guerreira, desdobrando-se em todas as
frentes de batalha, socorrendo cada flanco em dificuldades, cada batalhão em
perigo de ser dizimado.
Inteligente e despachada, sempre teve a arte de multiplicar
pães, que nunca transformou em rosas porque ninguém come rosas.
No que toca ao açúcar, com ela sempre foi como na culinária
– qb − mas a dose era largamente reforçada quando estávamos doentes.
Aí, não havia limite, e ele era-nos dado em pó, granulado,
em ponto pérola, caramelo ou rebuçado, branco, amarelo ou mascavado.
Deve ser por isso que, ainda hoje, maduríssima que sou,
suspiro por essas carradas de açúcar quando me dão uma porcaria duns pontinhos
na boca.
Olá mãe, parece que há um ponto de açúcar que faz bolinhas
quando se sopra e se chama Ponto de Voar.
Pode ser desse hoje?
















em+combate.jpg)
















