Dicionário Houaiss de sinónimos e antónimos
5 de novembro de 2013
Palavras - Diáfano
Dicionário Houaiss de sinónimos e antónimos
4 de novembro de 2013
O que eu não saberia dizer
…o escritor Claudio Magris diz que a Itália – esse laboratório de experiências políticas e sociais – assistiu na era Berlusconi ao triunfo de uma lumpen-burguesia “que tanto no plano intelectual como moral perdeu o sentido da decência e do respeito”. Esta categoria de lumpen-burguesia não é uma invenção de Magris, mas ele dá-lhe um novo sentido: é uma classe que vive a euforia de uma nova inocência, porque a vergonha, o mais íntimo sentimento do EU, é um bem que ela não possui. E por isso é incapaz de experimentar qualquer sensação de embaraço.
Talvez eu
ainda não esteja aí. Porque fico muito embaraçada.
1 de novembro de 2013
“Total repúdio”
Declaração
de princípio: não sou amante de futebol nem simpatizante do Ronaldo.
Contudo, se
longe de portas responder que venho de Portugal, o mais normal é que, com um
sorriso, me digam – “ah, Ronaldo”, como antes diziam “ah, Amália” ou “ah, Eusébio”.
Ronaldo é
uma marca, e é uma marca portuguesa de prestígio internacional.
Há dias, vimos
na televisão uma patética performance
dum velho chamado Blatter que, levado pelo desejo senil de fazer rir uma
plateia jovem, não hesitou em denegrir, por comparação, a nossa marca.
Vai daí, o
governo de Portugal, talvez exprimindo o sentimento da maioria dos portugueses,
não sei, meteu-se em brios e fez um comunicado em que afirmava que o senhor
Blatter “fez uma triste figura”, e em que exprimia “total repúdio” pelas suas declarações.
De lamentar,
apenas o facto de esta gente só se lembrar de fazer comunicados, endireitar a
espinha e encher o peito de ar em questões de futebol.
Chegando aos
sítios certos, aos que contam, aos que importam, aos que nos têm agarrados por…,
por onde todos sabemos, ficam caladinhos e de cócoras.
Não fosse o
enfado de estar sempre a repetir-me, até ficava com vontade de dizer: total repúdio por répteis.
30 de outubro de 2013
A nossa vida exótica
É um X, sim,
leitor, e não um R, porque não nos têm faltado assuntos exóticos por estes dias.
Vejamos:
1 – Só podemos
ter dois cães e quatro gatos por casa. Cristas dixit.
Espero,
impaciente, que ela regulamente o número de moscas que me podem entrar em casa,
como já vi alguém sugerir-lhe. Quanto aos mosquitos, eu própria lhe sugiro a interdição
absoluta (sou uma mártir deles).
2 – Um casal
muito mediático está muito desavindo e faz porcaria e baixaria como todos os
outros.
Neste caso,
porém, é como se ambos fizessem nudismo na Praia da Saúde da Costa da Caparica.
E com as câmaras do Correio da Manhã sempre ligadas e o povo todo a ver, a
discutir e a tomar partido.Sou feminista, aviso.
3- O
ex-ministro Campos e Cunha mais a sua organização SEDES, qual bela adormecida,
acordou dum sono de vinte e oito meses e disse que o governo faz mal à saúde do
país. Agora que a bela acordou, o reino vai viver feliz para sempre.
Vivó Campos
e Cunha.
4 – Houve um
milagre, segundo o ministro Pires de Lima, na economia portuguesa. Não é por
acaso que Nossa Senhora de Fátima apareceu aqui e não em Frankfurt, digo eu.
5 –
Bernardino Soares, do PCP e novel presidente da câmara de Loures, precisando
duma coligação, não foi de modas e aliou-se ao PSD. Ainda bem que não moro em
Loures. Livra…!
6 – Lá para
os lados de S. Bento discute-se mais um orçamento exótico mas, como diria a
outra, “isso agora não interessa nada”.
29 de outubro de 2013
Do Santo Álvaro ao Tareco Jerónimo
No Expresso
online de ontem, Daniel Oliveira escreve sobre Álvaro Cunhal e a comemoração do
seu centenário, dando como título ao artigo “O altar para o Santo Álvaro”. Vale
a pena ler aqui.
Refere ele,
a dado passo, que o PCP “vive com uma
confrangedora e talvez inédita falta de quadros intelectuais… sem os quais um
partido comunista dificilmente cumpre a sua função vanguardista ou pode
bater-se por uma hegemonia ideológica.”
É
absolutamente verdade. Por isso temos hoje um PCP dirigido por Jerónimo de
Sousa, com uma acção política que chega a ser patética.
Ora, essa
manifesta falta de quadros intelectuais, germinou e consolidou-se durante a
longa liderança de Cunhal.
Se logo após
o 25 de Abril os intelectuais foram tolerados, até porque muitos tinham
consumido os ossos na cadeia, aos poucos o PCP foi criando as condições para
que se afastassem pelo seu pé.
Aquilo era
um partido da classe operária, diziam, onde os intelectuais podiam caber, diziam
também, mas apenas se aceitassem, sem estrilho nem interrogações, as
orientações que o intelectual Cunhar escolhia para a dita classe operária, digo
eu.
É
absolutamente seguro que, depois de mortos, geralmente somos todos bons e, como
escreve DO, “Cunhal passou a ser, da direita à esquerda, consensual”. Nada de
novo, portanto. Está morto, está morto. Não entra na equação da nossa vida.
Porém,
preocupante é que Jerónimo de Sousa seja também consensual.
Que
simpático, que afável, que cordato, diz a direita em coro.Eu, no lugar dele, ficava preocupada com tanta afectuosa unanimidade, mas ele, e o seu partido, não só não se importam como até parece que nasceram para agrada.
Como se
Jerónimo tivesse tomado para si o papel de Tareco
da direita, o gatinho que parece que vai estragar as cortinas mas, afinal,
deixa-se apanhar e afagar. É um querido.
A nossa
desgraça não consiste só em termos juntado num mesmo tempo histórico Cavaco,
Passos, Portas e Seguro.
Geralmente
não referimos Jerónimo de Sousa, mas ele não pode, nem deve, ficar fora deste
desastrado ramalhete.
Sem negar as
enormes qualidades de Álvaro Cunhal, é bom não esquecer que Jerónimo de Sousa e
este PCP são herdeiros, e “filhos” legítimos, da sua liderança.
28 de outubro de 2013
Desolé
Uma jovem
criatura muito cá de casa passou os últimos meses da sua vida junto dos
gauleses.
A propósito
de experiência dizia-me: a palavra francesa que passei a odiar é desolé,
porque, basicamente, quando usada pelos franceses, quer dizer “vai à merda”.
Regressada
de uns dias fora e sem internet, tentei apanhar as últimas no ar – entrevista do
Sócrates, ausências do Seguro, programa cautelar ou segundo resgate, pouca
gente nas manifestações.
Tudo na
mesma, portanto.
Talvez por
isso, neste belo tempo de romãs, só me apetece sair por aí, distribuindo a
torto e a direito uns bem puxados e eufemísticos “desolé”, “desolé”, “desolé”.
17 de outubro de 2013
Vou ali, já volto
Este está à
minha espera.
Na minha
ausência, ninguém cairá das pontes.
O governo
também não cairá nas pontes.Vou indo.
16 de outubro de 2013
Dinheiro bom
Ouvi uma vez
o actor brasileiro Lima Duarte dizer:
Cultura boa
não é a que dá dinheiro, é ao contrário; dinheiro bom é o que dá cultura.Não sei se a frase é dele, mas foi a ele que a ouvi.
Dinheiro
bom, a dar cultura, é o da Fundação Caixa Geral d Depósitos − Culturgest.
Na passada
sexta-feira, esta comemorou vinte anos de existência.
Do programa
de comemorações, destaque para um concerto com peças de Bach e Händel, e ainda uma magnífica obra encomendada e
composta expressamente para a ocasião por António Pinho Vargas.
No mesmo dia
inaugurou uma exposição comemorativa dos vinte anos da colecção de arte.
Esta, com
curadoria de Bruno Marchand, ocupa todo espaço de exposições das galerias da
Culturgest, mostrando trabalhos, quantas vezes esquecidos, mas absolutamente
marcantes, no panorama artístico português a partir da segunda metade do século
XX.
Música,
dança, teatro, leitura, cinema, exposições, conferências e debates.
De tudo isto
se tem feito a Culturgest, tentando sempre “contrariar a mercantilização da
cultura” nas palavras do seu administrador Miguel Lobo Antunes.
Por isso a
Culturgest se anuncia, e bem, como “uma
casa do mundo”.
Venham mais
vinte.Dinheiro bom continua a ser o que dá cultura.
15 de outubro de 2013
Vivam as pessoas
Sempre houve
pessoas que se acharam inteligentes e originais por afirmarem que preferem os
animais às pessoas.
Lá por as
frases do tipo “quanto mais conheço as pessoas mais gosto do meu cachorro”
terem origem em pessoas inteligentes, isso não melhora automaticamente o Q.I.
dos génios do copy/paste ideológico.
Porém, desde
que mergulhámos nesta enorme crise, e com a ajuda potenciadora das redes
sociais, coisas do género leem-se a cada passo.
A mim, fazem-me
logo tocar campainhas no cérebro.
Entendo,
sempre entendi, os animais como nossos companheiros de “casa”; com eles
partilhamos um planeta que a todos acolhe e, provavelmente, uns não teriam
sentido sem os outros, ou tudo isto seria muito diferente.
É também
certo que muitos animais de estimação conseguem elevadíssimos, e até
comovedores, graus de relacionamento afectivo com os seus donos.
Dou, também,
de barato, que muitos deles poderão mesmo ser o mais fiel amigo, mas nunca o melhor
amigo.
Esse, o
melhor amigo, é o que dá resposta, contrapõe, mima, mas também se enfurece e
diz o que não queremos ouvir.
O animal de
estimação lambe-nos as mãos, mesmo que sujas; não critica, não incita, não
vocifera, não nos abraça.
Dizer
que se prefere os animais às pessoas parece-me desde logo uma insuportável
arrogância moral, um inequívoco sinal do sentimento de superioridade
em relação aos outros.
Desconfio
disso, desconfio sempre.
De uma coisa
tenho a certeza − nunca deixarei de preferir os humanos, mesmo que alguns, de entre
eles, sejam verdadeiras bestas.
14 de outubro de 2013
Hannah
Muito se tem
escrito ultimamente sobre Hannah Arendt e o filme, agora em exibição, que leva
o seu nome.
Nesses
escritos, encontra-se quem saiba muito sobre ela, sobre a sua obra e até sobre
cinema. Encontra-se também quem escreva apoiado na mais profunda ignorância.
Deixando a
sua filosofia para quem a estuda, confesso que há anos que a mulher/filósofa
Hannah Arendt desperta também o meu interesse e curiosidade.
A paixão de
Hannah Arendt pelo seu professor Martin Heidegger sempre se me afigurou tão
poderosa quanto pouco entendível (como, afinal, é próprio de tantas paixões
poderosas).
No livro “Hannah Arendt e Martin Heidegger” de
Elzbieta Ettinger, encontrei uma mulher inteligente, jovem judia na
Alemanha de Hitler, que se apaixona pelo professor e homem brilhante, mas de personalidade pouco recomendável,
que se serviu dela inúmeras vezes.
Hannah não
via isso, ou recusava ver. A sua paixão durou toda a vida.
No filme,
numa brevíssima cena, o assunto é aflorado, e Hannah responde, secamente,
enquanto puxa mais uma fumaça do seu eterno cigarro, qualquer coisa do tipo –
“há coisas maiores que qualquer pessoa”.
Gostei do filme.
Gostei da clareza com que o pensamento de Hannah é apresentado, e de confirmar,
mais uma vez, que, por mais claro que seja o que dizemos, cada um dos nossos
receptores entende sempre, e apenas, aquilo que está, à partida, predisposto
para entender.
No filme,
apenas me desagradou a cor e o ambiente sempre soturno; há nele momentos
verdadeiramente luminosos que mereciam ser fisicamente acompanhados duma outra
luz.
Mas isso,
são opções estéticas.
Sobre o
livro:
“Hannah Arendt e Martin Heidegger”Elzbieta Ettinger
Ed: Relógio d’Água, 2009
11 de outubro de 2013
Hoje não há cá modéstias
Hoje não há
cá modéstias. E eu não sou coruja.
Mas os meus
filhos SÃO DOIS ASES!
Parabéns aos
dois.
Era só isso.
9 de outubro de 2013
Esgotou logo, certo?
O último
livro de poesia de Herberto Helder, “Servidões”,
foi posto à venda, salvo erro, no princípio de Junho deste ano.
Sabendo-se
que só existiria uma edição, o livro esgotou enquanto o diabo esfrega um olho.
Eu ainda li
uma ou outra crítica levezinha a esta ideia da edição única, imposta pelo
autor, mas logo se levantaram vozes muito autorizadas a mandar calar o pessoal,
quem são vocês, seus badamecos, para discutir as decisões do poeta (há por aqui
uns quantos intocáveis; poucos, mas há.)
Ora, ontem
dei com este anúncio no site do Pó dos Livros Vintage.
Lá está “Servidões” à venda. Assim:
estado de conservação: 5/5
presença no mercado: esgotado / pvp: 130.00 €
(sujeito a confirmação de stock)
Vejamos
então: não só o livrinho está barato como tem que se confirmar o stock. Mas não tinha esgotado?
Na verdade,
não há aqui nada de novo − Único, sempre
foi uma palavra mágica para o mercado, um “abre-te Sésamo” para os bons
negócios.
Por isso, é
aproveitar, minha gente, que o livro está ao preço da chuva, e os portes são grátis
para Portugal.
8 de outubro de 2013
Um dia a casa vem abaixo
Esta é uma
imagem do exterior dum banco brasileiro em Manaus.
Os
sem-abrigo costumavam abrigar-se ali do sol e da chuva. O banco acabou com o
“abuso” (se é sem-abrigo não se pode abrigar, ora essa) mandando colocar pedras
pontiagudas no passeio.
Aqui nas
minhas bandas, como se pode ver nesta outra imagem, o banco espanhol BBVA resolveu o
problema de “ocupação” das montras com outro material – aço inoxidável.
Um dia “a
casa vem a baixo”.
Quando?
7 de outubro de 2013
Viram?
Este 5 de
Outubro não teve grande piada. A bandeira, desta vez, subiu direitinha, os
políticos chegaram em passo apressado e meteram-se logo lá para dentro,
alérgicos que estão ao ar da rua.
Só os meus
amigos da Facebook encheram os seus murais de VIVA A REPÚBLICA e eu gostei.
Mas houve
outro momento que eu vi na televisão, várias vezes, e de que gostei muito.
Graças à
norma, estabelecida pelas “tias”, de dar um só beijinho no acto de cumprimentar,
foi lindo de ver, na hora da despedida, a Assunção Esteves deixar Passos Coelho
de cabecinha à banda, oferendo-lhe a outra face, enquanto ela desandava
ligeira, graciosa, fermosa e segura.
Ah, ah!
Sempre ouvi dizer, lá no Alentejo, que quem se mete com rapazes amanhece mijado.
Pode-se deduzir
que quem se mete com “tias” …
Ora, não vou
acabar a frase. Cada um que escolha.
Desde que
introduza uma palavra acabada em “ado” ou “ido”, deve estar bem, com certeza.E completa o meu raciocínio.
4 de outubro de 2013
Um bom naco de prosa para o fim-de-semana
“É tarde, é muito tarde, cada vez mais tarde, já nem sei se dia se noite, perco-me de mim, as horas não me repelem nem me arrastam para o sono. Acho que faz dias que não acordo. Só sonho. A carta que não te escrevo é um sonho. Um sonho de saudade e de paciência, a mesma que me ensinaste. Quando só resta esperar só resta esperar. Eu espero. Não sei se são estas palavras que te não escrevo que trazem o meu resto de vida arrastado ou o contrário. Tanto faz. Atordoado, eu permaneço aceso. Tens de ser tu a soprar a vela, como sempre fazias ao deitar.
Sopra-me.”
A ler, a
ler, a ler.
(e sem
acordo ortográfico)
“Que Importa a Fúria do Mar”
Ana Margarida
de CarvalhoEd. Teorema
3 de outubro de 2013
Ainda mexe
Já quase me
tinha esquecido dele.
Ontem,
porém, soube que na Suécia tomou conhecimento, por interposto sueco, da fusão
da Portugal Telecom com a brasileira OI.
Não sabia, o
gajo, ninguém lhe disse.
Hoje, logo
de manhã, ouvi-o dizer na rádio que “se os nossos credores dizem que a nossa
dívida é sustentável nós, os devedores, só diremos o contrário se formos
masoquistas”.
Perceberam
esta última? Eu não.
É por estas
e por muitas outras que o povo o despreza, o Governo o usa, e o dinheiro o
ignora.
Tem o fim
que merece. Sem dignidade.2 de outubro de 2013
Não foi a obra que me encantou, foi a informação
Três dias depois das eleições autárquicas já toda a gente debitou opinião e fez contas.
Eu só venho
aqui hoje dar os parabéns ao António Costa pela sua victória com números que já
nem se usam.
Mas ele
merece, trabalhou que nem um danado nesta campanha.
Suponho que
se terá lembrado do que aconteceu ao João Soares há não sei quantos anos,
quando prescindiu de fazer campanha porque “já tinha ganho”, e, afinal, não
tinha.
Costa é criatura
que aprende depressa e bem, e eu imagino que os homens do presidente bateram
ruas, ruelas, praças e pracinha para ver o que podiam fazer para animar os
munícipes.
Também fui
agraciada com um pouco do bodo, mas o que mais gostei, afinal, foi duma
informação.
No inverno
2012/2013, chuvoso como poucos, um troço duma rua perto de mim abateu.
Puseram-se
umas grades e umas fitas e assim ficámos durante o resto do Inverno, a
Primavera e todo o Verão, até agora ao Outono, uma semana antes das eleições.
Estão a pensar que o buraco foi arranjado? Nada disso. Nas grades foi colocada
a informação: Recuperação de Via a Cargo
do Metropolitano de Lisboa.
Pronto, aí
todos percebemos que a Câmara não tem nada que ver com aquela desgraceira,
embora eu, como outros certamente, a tenha andado a culpar injustamente durante
meses.
A culpa
toda, todinha, afinal é do Metro.
Da
informação, eu gostei, mas a grande chatice é que o Metropolitano de
Lisboa não vai a votos. E já chove.
27 de setembro de 2013
Vamos a votos
O meu post de ontem, em que lamentava a “machesa”
duma comissão de honra para as autárquicas, não era contra ninguém nem a favor
de alguém. Era apenas uma constatação de quão pouco a política partidária mudou
em Portugal em 40 anos.
Digo-o sem
medo de errar. Também eu já fui berloque há muitos, muitos anos.
Quanto ao post anterior (Nem lá vou) apesar do
tom ligeiro, exprime o que realmente penso. Quem não sabe o que quer, quem não
tem ideia do que será melhor para si e para a sua comunidade, quem assume com gosto
e até com ares de superioridade que não percebe nada de política (mas
acrescenta logo de seguida que” são todos iguais”) não deve, no meu entender, votar.
O direito de
voto, tão duramente conquistado, é demasiado exigente, e por isso não se coaduna
com a postura blasé que tantos
portugueses exibem, e acham verdadeiramente cool,
quando se fala de política.
Se não sabe
nem quer saber, então não vá, não estrague. Deixe isso para quem tem convicções
(de direita ou esquerda, tanto faz) e quer, de facto, decidir sobre o futuro,
convicto de que está a fazer a melhor escolha (às vezes apenas a menos má).
Voto em
Évora, onde a mudança me parece inadiável, e domingo lá vou. Vou, vamos de novo
a votos. Para mim, é sempre dia de festa.
À noite, bem…”à
noite logo se vê”, como diria o Mário Zambujal.26 de setembro de 2013
Mulher berloque
O que estás aí a fazer Fernanda Lapa?
Esse é um “papel”
já muito visto – o de berloque − que a Actriz não devia aceitar representar e
contra o qual a Mulher se devia insurgir.
Acho eu.
Acho eu.
Uma comissão
de honra paritária é coisa que nem lhes ocorre.
E era tão fácil.Canseira! Esta, a de ver sempre a mesma “peça”.
24 de setembro de 2013
Mãezinha (deles)
A esperada victória da Merkel não me aborreceu nem um
bocadinho.
E por várias razões:
- Pertenço ao grupo dos que, cada vez mais, acreditam que só
devemos contar connosco.
- Nos últimos anos comecei a detestar surpresas. - Se há coisa que temos aprendido todos os dias é que pior é sempre possível.
Assim, a única coisa que me inquietou foi perceber que
aqueles nossos parentes europeus chamam Mutti (mãezinha) à Merkel.
O vizinho (deles) Freud bem podia vir cá a baixo que há ali
muito trabalhinho para fazer.
Mas depois nós é que somos os problemáticos da “família”. Livra!23 de setembro de 2013
Sabeis quem é este jeitoso?
Eu não
sabia, mas agora já sei.
Conto:
estava eu ontem posta em sossego, e cogitando sobre qual seria a cor
do casaco da Merkel na hora da victória, quando pensei:
- Com mil
diabos, será que a CDU portuguesa não concorre às autárquicas em Lisboa? Não
tenho notícias de tal candidatura.
Inquieta com
tamanho vazio, atirei-me à internet em busca exaustiva.
Pois que
sim! Concorre, claro, e este é o seu candidato − João Ferreira, de sua graça, 34
anos, eurodeputado.
Respirei de
alívio, mas outra dúvida se me instalou: por que andarão a esconder um rapaz
assim tão bem-apessoado?
Se estão com
medo que as mulheres o vejam, gostem, e votem nele, deveriam, então, ter
escolhido ... o Mário Nogueira.
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