31 de agosto de 2012

Dobrando a esquina

Não me importava de ter escrito isto;

“…a sua dicção possuía uma sonoridade tão casual e risonha que as suas frases pareciam fugir dobrando a esquina depois de serem pronunciadas.”

John Updike em
Coelho Enriquece

E, dobrando a esquina, bom fim de semana.

30 de agosto de 2012

Dia de adjectivos

Ontem, Passos Coelho, em Londres, fez-se fotografar com os paralímpicos portugueses, que costumam ter bons resultados, exactamente quando se prepara para lhes retirar, a eles e às suas famílias, os benefícios fiscais que ainda têm.

Achei a ação de marketing hipócrita e oportunista.

Embalado na asneira, como é de seu hábito, tratou de se insurgir contra as opiniões, contrárias à sua, sobre o futuro da RTP.

Chamou a isso Histeria.

Já chegámos ao ponto de até a simples expressão de diferentes opiniões dar direito a que nos cole mais um lindo adjetivo a juntar à sua lista.

Já nem me indigno, só me apeteceu responder:
Senhor primeiro-ministro, histérica talvez a sua tia, não? Que lhe parece?


29 de agosto de 2012

Repescagem

Retirei esta imagem da Revista do Expresso que evoca a década 1993/2002.

Lembro-me bem de o Público, em 1994, a acompanhar do célebre texto de Vicente Jorge Silva, “Geração rasca”. Foi uma manifestação de estudantes, salvo erro contra as propinas, e indignou o país pouco habituado a gestos “destemperados”. Como alguém escreveu logo de seguida, era, porém, uma “geração à rasca”.

Teriam na altura 18 ou 20 anos e, passados outros 18 anos, continuam à rasca, mas não estão sozinhos – é todo um país que está à rasca, mas que continua bem comportado, bom aluno das doutrinas alemãs, expectante sobre o que dirá a troika, temente dos “destemperos”.

Pois hoje eu aproprio-me da foto, e dedico-a exactamente à troika, à sua avaliação e às suas ordens.
Desprezo com desprezo se paga.

28 de agosto de 2012

O princípio de Peter

Quando no fim de semana o vi na televisão, a arengar sobre a RTP, assim munido de camisa e dentadura tão brancas que se podiam usar num anúncio de lixívia, pensei o mesmo de sempre – vai fermoso e não seguro.

Se eu quisesse explicar o princípio de Peter às criancinhas, usá-lo-ia como exemplo: em rapaz, se calhar, até foi bom mas juniores, mas promoveram-no e ele mostra claramente que não tem lugar na equipa sénior, muito menos como capitão.

Cada um tem o seu nível de incompetência, e ponto final.

27 de agosto de 2012

Neil Armstrong

Quando a tua grande bota lá poisou, Neil Armstrong, subitamente tornaste possível e real o que os adultos muitas vezes me diziam como metáfora recriminatória – “estás na lua”.

Confesso-te que, tantos anos depois, e quando tu já partiste na tua última viagem, a mulher que sou ainda fica muitas vezes como a menina que fui – na lua.

Mas tu personificaste um sonho vago e comum, transformaste-o em realidade em conjunto com muitos outros, e com os teus saltinhos lá em cima talvez tenhas ajudado a que os meninos que ficam “na lua” sejam hoje menos repreendidos.

Quanto aos homens e mulheres, depois de ti, e tal como antes, esses, continuarão simplesmente a sonhar, como lhes é próprio. Sempre.

24 de agosto de 2012

Franny e Zooey

Ao contrário de ilustres intelectuais americanos (Norman Mailer, George Steiner, Joan Didion, entre outros), eu gosto dos livros de J.D. Salinger.

Devo pertencer ao tal grupo dos leitores amadores no mundo – alguém que simplesmente leia por ler.

J.D. Salinger não escreveu muito, mas foi amado por milhões de leitores em todo o mundo e criticado pelos seus pares, acusado de ter uma escrita “menor”, de nada exigir aos seus leitores, de superficialidade, de ser zen, de querer ensinar como se deve viver, etc.

Ora, eu já estou velha para que me ensinem a viver, e por isso sou fácil de contentar com ritmo e diálogos brilhantes, humor e esperança que, no fim, persiste.

Era nova quando li e me encantei com “Uma agulha no palheiro”, actualmente chamado “À espera no centeio”; sou agora muito menos nova e voltei a encantar-me com “Franny e Zooey”.

O livro está dividido em duas partes e nele, devido à crise existencial que Franny atravessa, Salinger constrói, nos diálogos com o seu irmão Zooey, uma narrativa sedutora sobre religião, sabedoria, procura de si e da felicidade.

À luz dos grandes crânios americanos, de que também gosto, serei fraquinha de espírito e parca de exigência mas, paciência, gostei muito e recomendo.
 
Franny e Zooey
J.D. Salinger
Ed. Quetzal, 2011
 

23 de agosto de 2012

Português é fiiiino…

Vai por aí uma grande indignação com o Pingo Doce por deixar de aceitar  pagamentos com cartão em compras abaixo de 20 euros.

Já me indignei com o Pingo Doce e o sr. Alexandre várias vezes, mas não agora. Fiquei a saber que a empresa, com esta medida, poupará 5 milhões de euros, e também fiquei a saber que os nossos pagamentos com cartão rendem anualmente, às empresas que os gerem, 85 milhões de euros.

Eu, confesso, estou um bocado farta de engordar gulosos.

O pagamento com cartão é uma modernice, por isso me espanto com as velhinhas que vejo na televisão, que passaram três quartos da sua vida a pagar com dinheiro, muitíssimo indignadas com a decisão do Pingo Doce.

Dizem que têm medo de serem roubadas se andarem com dinheiro vivo, e apetece-me logo perguntar-lhes se não têm medo que as obriguem a levantar, na ponta da naifa, muito mais do que os 20 euros que agora devem trazer sempre na carteira para o caso de se lembrarem de ir ao Pingo Doce comprar uma bolachas de água e sal.

Estas decisões parecem-me acertadas e de boa gestão, e só penalizam os bancos – os tais que ganham 85 milhões por ano, sempre com o rabo na cadeira à espera que a gente saque do cartãozinho.

Mas português, que amocha perante o empobrecimento, as injustiças e o desfazer metódico dum país, indigna-se por não o deixarem pagar dois euros com cartão.
Uff! Português é modernaço e fiiiino…!


22 de agosto de 2012

O bolo de bolacha do Miguel

“Sou casado, tenho três filhos e sou muito guloso.
A minha mulher faz um excelente bolo de bolacha de que gosto muito. Quando ela o faz, eu como metade, e os meus três filhos comem a outra metade.

Feita a média, parece que cada um de nós comeu um quarto do bolo mas não é verdade; eu comi metade e os três miúdos tiveram que dividir a outra metade.”

Era com esta história que, nos idos do pós-25 de Abril, Miguel B. explicava as mais-valias e distribuição da riqueza aos trabalhadores rurais do Alentejo por essas aldeias fora.

Aqueles homens e mulheres estavam carecas de saber isto na própria carne, mas riam-se da historieta do comunicador e aquiesciam com a cabeça.

Lembrei-me de ti Miguel, e do teu bolo de bolacha quando li que a média salarial no Estado é de 1532 euros.

Lá onde estiveres deves estar admirado com a actualidade da tua história.
Passaram tantos anos, não é?


21 de agosto de 2012

Há mais pérolas

Sim, há mais pérolas escondidas na silly season.

Quem gosta mesmo de pintura, não tem hoje muitas oportunidades de ver uma exposição só de pintura e de grande qualidade.

Contudo, até 31 de Agosto, ainda estará no Chiado 8 a exposição de Pedro Casqueiro (exclusivamente pintura) com o título Tríptico.

Depois duma grande ausência do circuito expositivo lisboeta, Pedro Casqueiro regressa com obras realizadas nos últimos dez anos.

Como salienta Bruno Marchand no texto do convite, “A pintura de Pedro Casqueiro (Lisboa,1959) tem sido, em grande medida, um criterioso e sofisticado jogo entre a construção de uma identidade autoral e um conjunto de reações – talvez mesmo de testes – à sobrevivência da pintura face aos mais diversos modelos e protocolos da expressão visual.”

Pedro Casqueiro continua aqui o seu trabalho/busca, e não ir ver é pecado.
Bruno Marchand continua a escrever muito bons textos de catálogo.
O Chiado 8 continua só até ao fim do ano, que isto de gastar dinheiro a mostrar arte num local nobre da cidade é “vício” de gente rica −  nós somos pobres, como se sabe.
E os mercados, também, nem apreciam.

Nota: imagem extraída do catálogo.


20 de agosto de 2012

Tempestades tropicais


Os acontecimentos verdadeiramente fundadores da nossa identidade chegam como chegavam antigamente as tempestades tropicais.

Vinham não se sabia donde, nem porquê, derrubavam árvores velhas, levantavam telhas, derramavam toneladas de água.

Quando partiam, era preciso reconstruir, mas nada seria, nunca mais, exactamente  igual.

Hoje, as tempestades têm nomes de homem ou mulher, lançam-se alertas, trancam-se as portas, amarram-se os barcos.

Os corpos podem defender-se delas, mas continua a não haver alertas para os espíritos.

E ainda bem. Poderíamos perder verdadeiros "momentos de glória".

Não esqueçam a farinheira

Pelo que vou ouvindo na televisão, há festas por todo o país; o normal para a época, portanto. As televisões, querendo manter os seus noticiários com duração de uma hora, a todas dão cobertura.
Pelo resto do dia, segue o arraial.

Tudo o que seja comida, é festejável – o pão, o queijo, o marisco, o bacalhau, a sardinha, a omeleta, o presunto e o mais de que nos possamos lembrar.

Para tudo há uma festa, incluindo um tal Pontal que, confesso, nunca provei.

Como ajuda à produção, e para que não se pense que na TV há filhos e enteados, venho lembrar que ainda não vi nenhuma festa ou programa dedicados à farinheira, esse glorioso património gastronómico luso.

Falta ela, mas espero que até ao fim do verão ainda lhe concedam aquilo a que tem direito –os seus quinze minutos de fama (ou mais, pode ser a tarde toda), que ela merece e dará um bom programa de televisão.

Por favor, ó gentes da minha terra e da TV, não esqueçam a farinheira!

E depois não digam que eu não ajudei, ou que não tive participação cívica, ou, pior ainda, que sou ativista de sofá. Tá?!

17 de agosto de 2012

Tarefas Infinitas V






















O fogo e o livro por vir

Os livros são perigosos: ateiam-nos fogo. Temíveis: por isso, são atirados ao fogo. Há uma relação íntima entre o livro, o fogo e as cinzas. Como a consciência de que o livro da nossa vida nos pode queimar. De que somos livro a ser escrito. Como um mapa aberto à viagem. A fazer-se e a desfazer-se. De um monte de palavras ou imagens, dessa matéria, formar-se-ão outros livros possíveis, ainda por vir. Ou a reler. Desconhecidos. A biblioteca interminável de Babel. Tarefas infinitas, chamou-lhes Husserl, porque não se limitam ao tempo de vida de um indivíduo e são criação comunitária. O livro, a arte, o pensamento, a ciência. Vêm de longe e dirigem-se para longe. Ao virar a página, no infinito obscuro da origem, dá-se uma explosão de luz que é começo.”

Notas: Texto que acompanha o núcleo "o fogo e o livro por vir" da exposição Tarefas Infinitas na galeria de exposições temporárias do Museu C. Gulbenkian
Imagem do catálogo: António Areal (1928-1978) Confissão tenebrosa: primeira parte da autobiografia agora em edição ilustrada pelo autor, 1971

16 de agosto de 2012

Tarefas Infinitas IV















Tudo existe para chegar a um livro

Do mais comum quotidiano à mais extraordinária iluminação – e desorganizando essas categorias: tudo se dirige para um livro. O trabalho e o descanso, a dor e o prazer, a ficção e a realidade, o amor e a morte. As paredes grafitadas e a pele do corpo. O desejo enciclopédico de apreender todo o conhecimento do mundo. Refletir sobre a brevidade da existência ou prolongá-la numa imortalidade da memória. Estabelecer a normalidade ou desencadear a loucura. Heróis, cobardes, santos, loucos. O que podemos ser encontraremos num livro, ou resultará num livro: possibilidades-de-si desconhecidas. Existirá o mundo porque o livro existe?”

Notas: Texto que acompanha o núcleo "tudo existe para chegar a um livro" da exposição Tarefas Infinitas na galeria de exposições temporárias do Museu C. Gulbenkian
Imagem do catálogo: Pinturas do Mestre François, Livro de horas de René de Lorena, século XV

15 de agosto de 2012

Devaneios


Neste feriado de Agosto com tempo tosco, estava eu a ler a notícia do casal que ganhou os 190 milhões no Euromilhões e a pensar com os meus botões qual a extravagância que me concederia.
Pensei: comprava uma tela assim (mas tela, mesmo) do Julião Sarmento.







 









Depois, pensei melhor e decidi que antes queria uma parede inteira com árvores do Julião Sarmento; qualquer coisa assim:

 














Mulher de gostos simples, euzinha!


Tarefas Infinitas III





















Linha infinita: história interminável

Um ramo fértil tem origem no livro: a escrita e a leitura são tarefas inacabáveis. Demoradas. Uma linha atravessa o livro, reinventa-se a cada página e transita para outros: como se de um mesmo livro se tratasse. Uma linha imemorial que vem de trás e que nos ultrapassará. Linha infinita que atravessa a História. Os autores contaminam-se. As personagens, citações e ideias migram de uns livros para outros. As leituras cruzam-se criando novos sentidos. Abrem-se estradas, propõem-se passeios e deambulações. O livro exige de nós tempo.


Notas: Texto que acompanha o núcleo "linha infinita: história interminável" da exposição Tarefas Infinitas na galeria de exposições temporárias do Museu C. Gulbenkian
Imagem do catálogo: Ana Hatherly (1929), Mapas da imaginação e da memória, 1973

14 de agosto de 2012

Tarefas Infinitas II
















A fenda e a explosão: entrar/sair

Entre as mãos abre-se uma fenda. Uma entrada inesperada que altera a ordem do mundo. Um abismo. Ou uma casa – que oferece um outro modo de hospitalidade. Ou uma exposição no espaço do livro – outro modo de relação com a obra de arte. Mas aí não podemos permanecer. Pelas fissuras do livro saem novas e inesperadas realidades. Aparições. Anúncios que recriam o mundo. O livro tem algo de bomba. Explosão de palavras, ideias, imaginação, sentidos – que destroem e recriam o horizonte de possibilidades em que nos movemos.
E exigem de nós: faz, pensa, vê, sê!”

Notas: Texto que acompanha o núcleo "a fenda e a explosão: entrar/sair" da exposição Tarefas Infinitas na galeria de exposições temporárias do Museu C. Gulbenkian
Imagem do catálogo: Lawrence Weiner (1942), Deep blue sky light blue sky, 2007

13 de agosto de 2012

Tarefas Infinitas I

Para quem gosta de livros e arte há uma exposição imperdível Tarefas Infinitas – na galeria de exposições temporárias do Museu Calouste Gulbenkian, até 21 de Outubro 2012.

Com curadoria de Paulo Pires do Vale, a exposição está dividida em cinco núcleos, sendo cada um deles introduzido por um pequeno texto que, aqui confesso, não sei quem escreveu – se o curador, se Gonçalo M. Tavares. De qualquer forma, gostei tanto deles como da exposição e, por isso, os vou reproduzir aqui, um por dia, demonstrando assim que a silly season pode ter pérolas dentro.



“Com o infinito nas mãos

Abrir um livro é correr o risco de encontrar o infinito. Ter ao alcance das mãos, nos limites da página, o sem-limites. E de que outro modo poderíamos nós encontrar o infinito senão no finito?
Mensurável, palpável, visível. Nesse espaço aberto e branco da página, nas suas dobras, pode surgir o sem princípio, nem fim, nem centro: o Livro infinito. Liberdade que é também desorientação: perdem-se as certezas e as referências habituais; os caminhos e sentidos bifurcam-se; a noite cerca-nos. Uma espécie de cegueira: o livro abre uma obscuridade essencial. A dos novos começos.”

Imagem do catálogo: Raymond Queneau (1903-1976), Cent mille milliards de poèmes, 1961

10 de agosto de 2012

Uma grande ilusão?

Europa, Europa, Europa.

Agora que o velho continente se apresenta incontestavelmente velho e em perigo de colapso total; agora que o velho continente é governado por gente que não viveu a guerra, que não tem memória (na melhor das hipóteses) ou que nunca estudou história (na pior), aí está este ensaio de 140 páginas escrito por Tony Judt em 1996 sobre a Europa e a construção europeia.

“Uma grande ilusão?” – Um ensaio sobre a Europa, é factual e sem romantismos ideológicos, fácil de ler, quase didáctico.

Excelente para ser lido por quem sabe mas não se importa de recordar, mas sobretudo por quem não sabe mas gostava de saber como tudo começou e se desenrolou até 1996.

Não se busquem perspetivas sobre a situação actual, porque o euro (o centro do furacão) ainda nem sequer tinha nascido, mas não se pode compreender totalmente o presente sem termos uma luz sobre o passado.

Uma óptima leitura para quem também gosta de não-ficção.

Edições 70, Junho 1012

8 de agosto de 2012

Amigos inseparáveis


Nesta imensa mas prazeirosa tarefa a que o governo se propôs – a de desfazer um país peça a peça – seria falso dizer que desinvestiu em tudo. De facto, há uma excepção – a polícia.

Os polícias lá vão sendo promovidos, com atraso, é certo, mas vão sendo, o nosso primeiro vai assistir a umas macacadas de polícias aos tiros e leva com ele as televisões, e o ministro Miguel Macedo anunciou há pouco “novos investimentos” para 2013.

A ideia de polícia versus segurança dos cidadãos pode “colar” junto de muitos mas, cá para mim, o que “cola” é o medo que ELES têm e a necessidade que sentem de estar bem artilhados para o que der e vier.

Afinal, nada de novo; o poder e o medo sempre foram amigos inseparáveis.

6 de agosto de 2012

Oi, galera


Oi galera, tudo bem aí?

Esta é uma saudação em português do Brasil que ouço com frequência.

De facto, a generosidade dos brasileiros na internet não tem limites. Eles produzem vídeos domésticos que colocam no YouTube sobre tudo o que sabem fazer – desde modos de colocar um lenço ao pescoço até àquilo que mais uso – como fazer alguma coisa no computador que não estou a conseguir descobrir sozinha.

Depois de inúmeras cabeçadas solitárias, lá me lembro de pesquisar a minha dificuldade e, em pouco segundos, descubro um brasileiro com o seu vídeo que, frequentemente, começa por “oi, galera” e termina por “viu? fácil, né? Então até uma próxima.”

O meu problema fica resolvido num piscar de olhos e eu fico cheia de vontade de conhecer aquela generosa criatura para lhe dizer:

“Ei, cara, geniau! Váleu! Brigada mesmo, viu?!

Não deixem os brasileiros ir embora, não. Sem eles ficaremos uma mera enfermaria geriátrica.