3 de outubro de 2012

Que se lixe a troika – um livro

FOME, de Knut Hamsun (1859-1952), Prémio Nobel da Literatura em 1920, é um livro soberbo. Na edição da Cavalo de Ferro, tem um longo prefácio de Paul Auster, que quase me fez desistir da leitura; não por ser mau, ao contrário, mas por achar que me ia mete com um louco, e estar farta deles.

Romance quase sem história nem personagens (apenas o narrador) conta-nos os dias difíceis dum aspirante a escritor na cidade de Kristiania, actual Oslo.

Na mais negra miséria, o jovem deambula pela cidade, para cima e para baixo, ou em círculos, escreve, ou tenta escrever, gela e alucina quando possuído pela fome de vários dias, descrita duma maneira tão vívida que dá medo.

As suas atitudes desconcertantes, pautadas por juízos pouco lógicos para quem está em tão terrível situação, fazem-nos, por vezes, pensar que está alienado, que busca a morte. Falso.

O instinto de sobrevivência acaba por falar mais alto, talvez porque o narrador tenha terminado a busca de identidade, e o teste aos limites, através da mais dolorosa das experiências físicas – a fome.

Livro publicado em 1890, não podia ser mais moderno; e o facto de o homem ter sido simpatizante nazi, aquando da ocupação da Noruega, não retira nem um pouco de valor à obra.

2 de outubro de 2012

Crises são oportunidades?

Está na moda dizê-lo, mas, pessoalmente, entendo-a como uma frase estouvada, perigosa e imoral, destinada, bastas vezes, a criar culpa nas vítimas.

Crises são oportunidades para quem já teve muitas oportunidades na vida.

Quem, por meios lícitos ou ilícitos, conseguiu amealhar um razoável pecúlio pode, durante as crises, aumentá-lo, geralmente cavando mais no sofrimento e desespero de outros. Pode comprar pechinchas, que, após a crise, valerão muitas vezes o preço por que foram compradas.

É assim que alguns fazem, ou aumentam, fortunas. Mas são apenas alguns.

A grande massa dos que são apanhados na malha apertada da crise não possui esses meios, prévios e indispensáveis, para agarrar as oportunidades – viveu sempre do trabalho assalariado ou da pequena empresa familiar, coisas que apenas dão para ir levando o dia-a-dia e criando os filhos com mais ou menos sacrifícios.

Para esses milhões que alastram pela Europa, crise é desemprego e desespero, em muitos casos para o resto da vida.

Crises são oportunidades? Uma ova!

E o bando de papagaios que por aí anda a repetir o slogan inventado pelos mesmos que os vão lixar, melhor faria se o trocasse pela única frase do papagaio Jacob − o Jacob é burro, burro, burro.

 

1 de outubro de 2012

Claro que fui

Fui, pois. Como não ir?
A Praça estava cheia como um ovo?
Não, mas estava cheia.

Foi então uma boa manifestação?
Foi, mas eu senti-me apenas a cumprir um dever, longe do que vivi há duas semanas - espontaneidade, desordem organizada, humor, convicção cívica e tomada pacífica, mas assertiva, da rua.
Seja assim ou seja assado, muito asfalto temos para calcorrear.
Ainda agora começámos.


28 de setembro de 2012

Vida e morte dos portugueses

Eu, confesso, não gosto muito deste nosso espírito, por vezes demasiado pequenino, que nos faz tomar como ofensa tudo o que seja o bem-estar dos outros.

Porém, quando a revolta com a magnitude das injustiças toma conta deste pedaço que sou eu, também sou capaz de resvalar para a demagogia e populismo.
Logo, eu pecadora me confesso.

Vem isto a propósito da conclusão do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida que defende que o Ministério da Saúde pode e deve limitar o acesso aos medicamentos mais caros para tratar doenças como o cancro ou a sida.

Diz o médico Miguel Oliveira da Silva, presidente do dito Conselho : "não só é legítimo como, mais do que isso, desejável. Vivemos numa sociedade em que, independentemente das restrições orçamentais, não é possível, em termos de cuidados de saúde, todos terem acesso a tudo" (notícia aqui).

Sabemos, de experiência feita, que para os 21 elementos deste órgão e seus familiares, nunca haverá desperdícios. Quanto ao resto da escumalha, eles decidirão caso a caso quem deve viver e quem deve morrer.

Apetece-me gritar: valha-me nossa senhora que estamos entregues a um bando de bestas que diz tudo o que lhe vem à cabeça, mas, ao evocar a santa, logo  me ocorreu perguntar o que pensará disto, por exemplo, monsenhor Feytor Pinto, Coordenador Nacional da Pastoral da Saúde, e que ainda na quarta-feira vi entrar na sede do Movimento de Defesa da Vida, ali na Rua da Beneficência, saído dum belo Audi prateado, com motorista e vestido por Rosa e Teixeira ou aparentado; o cabeleireiro não sei quem será mas posso assegurar que o corte era excelente. Lá ia ele, todo lampeiro, defender a vida.

Desperdícios, são muitíssimos, sim, mas é com as mordomias deles todos.
Pata que os pôs, que até me fazem ser populista e demagoga.

PS: parece que a pilha da indignação já está quase carregada, e ainda bem.
Preciso da carga toda para amanhã.


27 de setembro de 2012

Quando Gaspar foi à escola


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Daqui  Peço desculpa, mas hoje só me apetece avacalhar.

26 de setembro de 2012

Sem pilha

A minha pilha da indignação acabou-se, e ainda não a consegui recarregar. Talvez por isso, comecei, ainda que temporariamente, espero, a ver as declarações deste governo mais pelo lado do anedotário nacional.

Quando o Miguel Macedo veio com a conversa de haver muitas cigarras para poucas formigas, eu só me lembrei do Arnaldo Matos.

Para quem não se lembra ou nunca ouviu falar, recordo que Arnaldo Matos era dirigente máximo do PCTP-MRPP nos idos de 1974/75 e, na propaganda do seu partido, apresentava-se como o grande educador do proletariado português.
O homem intitulou-se assim enquanto durou a festa, depois foi tratar da sua vida e fez muito bem.
Delegou em Garcia Pereira que é ambidestro – trata da sua vida e faz política de quatro em quatro anos.

Eis que agora, na segunda década do segundo milénio, surge um governo todo ele formado por educadores do povo em geral, e não só do proletariado, que é coisa que até já nem existe. Diria, pois, que é o grande educador de todos os colaboradores.

Já nos deram aulas ensinando que não podemos ser piegas, nem preguiçosos, nem histéricos, nem cigarras, que crises são oportunidades, que ficar na zona de conforto é para maricas, etc., tudo muito bem explicadinho.

Eles tentam afincadamente, mas tenho para mim que, para educador de cigarras, o Matos tinha mais jeito.

25 de setembro de 2012

Prof. Marcelo e Água das Pedras ao serão de domingo

É-me difícil evitar o professor Marcelo e a sua missa dominical, posto que não vivo sozinha.

Porém, a cada semana que passa, sou mais atacada por azia, enfartamentos, e outros padecimentos digestivos, enquanto o oiço.

Náuseas, esqueci-me das náuseas que me provocam os seus recados ao governo tentando desesperadamente ensiná-lo a governar, as suas tentativas de justificar o injustificável, os argumentos fabricados apenas com metade da verdade e da realidade, os seus sorrisos de velha raposa, o seu cenho franzido simulando desgosto de pai desiludido.

Para já não falar das perguntas não formuladas por dona Judite.

A coisa atingiu proporções que me levam a ponderar a hipótese de vir a deitar-me em jejum ao domingo, e ainda antes de abrir aquele enorme pano de cena do teatro político em Portugal.

A representação é péssima, cabotina mesmo, mas o actor arrasta multidões e é bem pago.
Se calhar, é só embirração minha, mas lá que tenho náuseas, tenho.


24 de setembro de 2012

Fechar a porta

Há dias assim. Parece que uma fina cortina de nuvens baixas nos envolve a cabeça e deixa o corpo por sua conta.

Não é tristeza, não é nostalgia.

Não sei o que é. Não sei como se chama esse sentimento que nos vai tomando, sem sobressaltos mas inexoravelmente, quando encerramos um capítulo.

Não sei como chamar à percepção, tão nítida ao sair das nuvens baixas, de que haverá cada vez menos capítulos para ler.

Ainda que ela seja trazida por acontecimentos desejados, conquistados a pulso, e que se podem resumir como felizes, sei que ela vem quando, por exemplo, o último filho fecha a porta da casa; sei que se avoluma, mais tarde, quando somos nós mesmos que fechamos a porta da grande casa vazia.

21 de setembro de 2012

A ultrapassagem da crise política

Segundo e Expresso online:

Cavaco: crise política está ultrapassada

E o fotógrafo estava lá:


Exposição

Abre hoje às 22h00 a exposição de Renato Ferrão no Chiado 8

Lendo o texto do convite, aqui transcrito, parece uma exposição que tem tudo a ver com os tempos actuais.

Texto do convite

A ideia de tensão faz parte do conjunto de interesses que tem dominado as preocupações artísticas de Renato Ferrão (Vila Nova de Famalicão, 1975). Uma parte significativa das obras que apresentou nos últimos anos explorava aquele fenómeno através de instalações nas quais objetos quotidianos eram suspensos por intermédio de cabos extensores, por vezes mesmo, de simples elásticos, criando um jogo de dinâmicas que desafiava as leis da física e reagia às características arquitetónicas das salas de exposição. Extrapolando o seu resultado visual, estas explorações concorriam num efeito que confrontava o corpo do espectador na forma de uma ameaça iminente: se, por um lado, a rutura daqueles objetos parecia ser um dado a comprovar a qualquer momento, por outro, a sua confirmação comportava um risco evidente para a integridade de todo o espectador apanhado na trajetória daquela anunciada desagregação.
O projeto que Renato Ferrão traz ao Chiado 8 amplia significativamente os processos que tem desenvolvido nesta área, juntando-lhes outros dois dos seus interesses diletos: a mecânica interna dos objetos funcionais e a qualidade da luz como a mais abstrata e a menos tangível das matérias artísticas. Partindo de objetos compósitos formados pela associação de componentes avulsos, esta exposição coloca o espectador no centro de um universo onde a destabilização dos primados escultóricos e a velada sugestão cinética oferecem vislumbres claros da violência que se insinua por entre toda a tensão.
Renato Ferrão é licenciado em Escultura pela Faculdade de Belas-Artes do Porto, cidade onde vive e trabalha e onde cofundou o Salão Olímpico – espaço independente gerido e programado por artistas entre 2003 e 2006. Das suas exposições individuais, destaque para Longa Duração, mad woman in the attic, Porto (2006), A C ack of ence, A Certain Lack of Coherence, Porto (2008), Episódio 2: Senhor fantasma vamos falar, Emissores Reunidos – Fundação de Serralves, Porto (2009) e Vida Material,
Galeria Quadrado Azul, Porto (2010). Em 2010 foi-lhe atribuído o prémio de Artes Plásticas União Latina.

Texto e curadoria de Bruno Marchand

20 de setembro de 2012

Terapia de casal

Parece que a terapia do casal PSD/PP pode começar ainda hoje. É, de facto, urgente, dada a gravidade dos desentendimentos, e antes que se chegue a uma verdadeira “Guerra das Rosas”.

Não tenho dúvidas: quando a sessão acabar, surgirão com um sorriso de circunstância para as câmaras e dirão que tudo vai bem.

Lá dentro dirão que ainda se amam, mas que a rotina e consequentes facadas no casamento estão a pôr em perigo a relação. Farão juras de que tentarão o diálogo, darão atenção ao outro e às suas necessidades, farão jantares românticos, sairão juntos para cantar a Nini, tentarão surpreender-se com SMS, flores e chocolates, e puxarão pela imaginação na cama.

E a gente a vê-los, a saber que não têm vontade nenhuma de cumprir as promessas mas, de momento, terão que aguentar, porque também nenhum tem vontade de voltar para casa da mãe e a vida está muito cara.

Vai uma apostinha que vai ser mesmo assim?

Demasiado perigoso para continuar

Ângelo Correia disse, numa televisão qualquer que “a queda deste governo seria a pior coisa que podia acontecer ao país”.
Pois eu penso exactamente o contrário; mantê-lo, isso sim, seria o pior que podia acontecer ao país.

É um governo perigoso, que aproveitará cada dia restante da sua vida para continuar a “desmontagem” do país, pedra por pedra, por encomenda mas também por convicção.

É preciso que saia. Salteadores a soldo não podem ser governantes.
E não nos venham meter medo com o day after.
Medo e paciência já os mandámos juntos pelo cano.

 

 

19 de setembro de 2012

Não terão mais nada que fazer?

Discutir questões de fé é pura perda de tempo. Atacar a fé de alguém é pura questão de mau gosto.

Fé, temos todos – até um ateu como eu tem fé; se esta se caracteriza, precisamente, pela impossibilidade de provar a existência de alguma coisa (neste caso, Deus), também eu não posso provar que ele não existe.
Logo, ser ateu é uma questão de fé.

Nunca me lembraria de fazer um boneco do Papa com um preservativo no nariz, o que, sendo um acto de livre expressão, não deixa de conter a sua boa dose de provocação inútil, nesta minha perspectiva.

Porém, Europeia que sou, vivo essas questões com normalidade.

Daí que olhe com profunda estranheza a orgia incendiária que vai no mundo árabe por causa dum filme que, supostamente, insulta o profeta Maomé.

Dias a fio, e saltando de país para país, aquela turba movida por uma sanha assassina incomoda-me, por mais que respeite outras culturas e civilizações.

Ontem, dei comigo a pensar: e não terão mais nada que fazer?
Respondi-me de imediato: se calhar não têm mesmo.


18 de setembro de 2012

Nota breve


Partidos e sindicatos são organizações indispensáveis em democracia, acredito, mas face às manifestações de sábado também não podem assobiar para o ar.

Os portugueses mostraram que não precisam deles para se mobilizarem e fazerem uma imensa manifestação, forte e sem incidentes.

Ficou claro que o que nos une é maior e mais forte do que o que nos divide.

Partidos e sindicatos, se nos querem representar, devem pensar bastante sobre as razões por que ninguém lhes sentiu a falta.

17 de setembro de 2012

Como eu vivi a estuporada semana de Setembro

 

 

No dia 7 de Setembro, a meio da tarde e com a mala já desfeita, considerei-me instalada para gozar uma semana de férias.

Antes do pôr-do-sol, Passos, via televisão, lança a sua taxa Rabin dos Bosques vestida à pressa e do avesso; de seguida, parte para cantar a Nini, ou lá o que foi.

Mesmo antes de ele ter tempo de abandonar a sala, eu já tinha percebido
que aquele fedelho impreparado e mentiroso tinha acabado de me tirar também as férias.
Se aprendemos que a saúde não é a mera ausência de doença, é fácil perceber que férias também não são a mera ausência de trabalho.

Longe da internet, por ali andei a jiboiar ao redor da televisão.
Aos poucos, fui percebendo que o homem tinha feito o pleno, estava sozinho, e não havia uma única voz que se levantasse em defesa daquela coisa.

Um feito notável, que desde já lhe assegura um lugar cativo no panteão das nossas sinistras figuras históricas.

Cheguei a tempo de participar na 2ª maior manifestação da minha vida, com gente de todas as idades; tomando a rua, zangados mas bem-dispostos, afirmativos, sem medo, unidos, determinados (finalmente) a dizer BASTA.

Bati com uma colher de pau torta numa tampa velha, gritei que “o povo unido jamais será vencido”, “FMI fora daqui” e “gatunos”.

Senti-me num tempo circular, estranho, enérgico mas, simultaneamente, penoso – é que eu (como muitos outros que lá estavam) já gritei tudo isso há trinta anos atrás e nunca esteve nos meus planos de vida voltar a gritar as mesmas palavras três décadas depois.

5 de setembro de 2012

Vou



Quase toda a gente tem alguma coisa para cuidar - cão, gato, canário, tartaruga, peixes, plantas, etc.

Quando os meus filhos foram de férias, pediram-me que tomasse o seu lugar de cuidadores, o que fiz com prazer.

Infelizmente não posso pedir retribuição para este blogue.
Sendo assim, simplesmente, VOU.


4 de setembro de 2012

Uma grande teia

Há não muito tempo, li no Público uma notícia que dizia:
“465 mil desempregados não recebem proteção social há 9 meses”.
Apertou-se-me o estômago, mas pior fiquei quando esmiucei a situação.

É certo que hoje há muitas organizações que asseguram a alimentação básica, algum vestuário e até ajuda para manuais e material escolar mas, quem paga a renda da casa ou o empréstimo ao banco, quem paga a conta da água e da luz, quem compra a aspirina ou o antibiótico para a criança, quem paga o bilhete de autocarro para ir ao centro de emprego, quem, enfim, paga essa infinidade de pequenas coisas que nos fazem voar o dinheiro da carteira por mais despojada que seja a nossa vida?

Essas 465 mil pessoas estão entre nós, discretamente, silenciosas. A sua sobrevivência é um mistério mas, de certeza, só a conseguem com base numa enorme teia de solidariedade urdida sobretudo na família, mas às vezes também nos vizinhos e amigos.

Somos bons nisso. Mas tenho vergonha daquilo.

3 de setembro de 2012

Leveza opinativa


Quando os jornais querem uma opinião levezinha, rápida e pouco pensada, mas com um embrulho de respeitabilidade, chamam Maria Filomena Mónica. A senhora será, talvez, boa na sua área de investigação, mas para tudo o resto é duma “frescura” típica da portugalidade que tanto a agasta.

Esta semana, no Expresso, e a propósito da RTP escreve, e bem, sobre imemoriais vícios deste país.

Porém, não sabendo o que pensar nem como rematar o artigo, termina-o dizendo:

Perante isto, que pode um cidadão fazer? No meu caso, vou mandar selar o contador da EDP, após o que passarei a iluminar a minha casa à luz das velas. Julgo que, aqui, é suposto o leitor rir-se.

A mim, perante isto, parece-me que os opinadores pagos pelos jornais que eu compro, deviam ponderar os assuntos e formar uma opinião antes de enviarem a cronicazinha.

Mas este estilo levezinho e repentista de MFM está-se-lhe a colar à pele.

Noutra semana, em que o Expresso a levou a passear por Lisboa, foi à Gulbenkian para ver o mar dum quadro de Turner, mas também espreitou a exposição de que aqui falei bastante, “Tarefas infinitas”. Tendo lá encontrado Eduardo Lourenço, Maria Filomena Mónica dispara (e cito de cor):
- Não gosto!
Eduardo Lourenço respondeu:
- Também estranhei, mas acho que é a exposição mais original que já vi na minha vida.

Encontre as diferenças” entre os nossos intelectuais; que não são cinco, como nos passatempos, mas apenas uma - uns são e outros parecem.