30 de abril de 2011
29 de abril de 2011
Cármen
Pele lisa, cor e textura de pêssego, cabelo rebelde, cara lavada, sorriso afável, gargalhada até às lágrimas quando a propósito
É dadora de sangue e dança no rancho folclórico do seu bairro.
Estudou pouco mas aproveitou as “Novas Oportunidades” para completar o 12º ano, e merece-o.
Tudo isto é feito nos intervalos, porque Cármen é cabeleireira profissional durante todo o dia e, da meia-noite às 3 da manhã faz limpezas numa escola por conta duma empresa de limpezas.
Como trabalha 12 horas por dia, e nunca na economia paralela, Cármen ficou sem abono de família. Na hora dessa verdade zangou-se, claro, mas, sem perder balanço inscreveu-se para recenseadora do Censo, e foi aceite. Começou logo com o propósito de alcançar o objectivo máximo para ganhar o bónus.
E não é que ganhou mesmo?!
Contra ventos e marés, é ela que pega no leme e decide a rota; não há temporal que a derrube.
É um privilégio cruzar na vida com uma Cármen, porque cada movimento seu, sem estrépito, tão silencioso quanto seguro, mostra que tudo pode ser diferente do luso e tão tradicional queixume.
Mas atenção, há por aí muito mais Cármen (s) do que aquilo que nos querem fazer crer.
E é, de novo, quase 1º de Maio.
Na sua vida privada, Cármen é uma espécie de estrela à volta da qual gravitam muitos planetas – marido, dois filhos, avô, mãe, meia-irmã.
Possante mas flexível, a balzaquiana Cármen todos mete debaixo da sua asa, até mesmo algum desamparado que se lhe atravessa no caminho.É dadora de sangue e dança no rancho folclórico do seu bairro.
Estudou pouco mas aproveitou as “Novas Oportunidades” para completar o 12º ano, e merece-o.
Tudo isto é feito nos intervalos, porque Cármen é cabeleireira profissional durante todo o dia e, da meia-noite às 3 da manhã faz limpezas numa escola por conta duma empresa de limpezas.
Como trabalha 12 horas por dia, e nunca na economia paralela, Cármen ficou sem abono de família. Na hora dessa verdade zangou-se, claro, mas, sem perder balanço inscreveu-se para recenseadora do Censo, e foi aceite. Começou logo com o propósito de alcançar o objectivo máximo para ganhar o bónus.
E não é que ganhou mesmo?!
Contra ventos e marés, é ela que pega no leme e decide a rota; não há temporal que a derrube.
É um privilégio cruzar na vida com uma Cármen, porque cada movimento seu, sem estrépito, tão silencioso quanto seguro, mostra que tudo pode ser diferente do luso e tão tradicional queixume.
Mas atenção, há por aí muito mais Cármen (s) do que aquilo que nos querem fazer crer.
E é, de novo, quase 1º de Maio.
28 de abril de 2011
Jó
Destinos diferentes para todos eles – dos dois rapazes mais velhos, um aceita ir para o exército do czar, o outro deserta e vai para os Estados Unidos onde prospera. Do primeiro não se sabe mais, mas o “americano” chama a família. Com a filha em bom andamento para se “perder” com os cossacos, Mendel resolve partir, deixando para trás Menuchime, o filho doente, entregue a vizinhos.
A vida em Nova Iorque é pautada pelos dramas trazidos pela Primeira Guerra Mundial.
De perda em perda, Mendal perde também a fé mas nunca deixa de pensar no filho que deixou para trás.
A história tem um final feliz que só pode mesmo acontecer nos romances da época, sendo o livro considerado um dos 100 principais romances do século XX.
Tocante mesmo, é o infinito amor que os pais sempre dedicam a um filho deficiente, como se se amasse mais o elo mais fraco, amor que sempre é amplamente retribuído. Ou talvez seja ao contrário – um ser frágil e doente ama mais e, por isso, prende e recebe mais.
Não sei se não será exagero classificá-lo como obra-prima mas é, seguramente,um livro que vale a pena ler.
Jó, Romance de um homem simples
Joseph Roth
Edições Babel, 2010
27 de abril de 2011
Coisas de que é feio falar
Esta é uma verdade inconveniente, que todos conhecemos, mas de que é feio falar.
O “desperdício” em Portugal não é só o que o Estado faz em todos aqueles setores e situações de que os economistas e comentadores nos falam – Parcerias PP, institutos e fundações, autoestradas, nomeações políticas etc.
O “desperdício” também é obra de muitos portugueses “servidores do Estado” que colocam asas nas fraldas dos hospitais, medicamentos, seringas, compressas, alimentos, materiais de limpeza e tudo o que por lá exista e que, na contabilidade, julgo que se chamam bens transacionáveis.
Dá-se até o caso de, por vezes, algum desse material calhar a aterrar em centros de enfermagem privados, onde serão pagos pelo consumidor.
Da mesma maneira, noutros locais, canetas, lápis, clipes, agrafos, elásticos, papel, fotocópias, tudo é material voador.
Dir-me-ão que o mesmo se passa em muitas empresas privadas, cooperativas, IPSS etc., e eu acredito, até porque já vi.
São tantos os objetos voadores em circulação que até me espanta como não há mais engarrafamentos e choques lá nas alturas.
Claro está que o povo tem o velho provérbio que diz – ladrão que rouba a ladrão tem cem anos de perdão, mas bom mesmo era que não houvesse ladrões e que um pouco mais de ética voltasse a ter lugar na nossa vida coletiva.
26 de abril de 2011
O "escarafunchanço" de Ana Markl
Ana Markl escreve no Atual do Expresso de 22 de Abril uma interessantíssima crónica sobre o “escarafunchanço” nas feridas (suponho que amorosas) que algumas músicas ajudam a fazer. Conta, ligeiramente, como em cada idade se escarafuncha na dita, fala de crostas que se metem na boca, de facas para rodar na ferida, de sacos de confetes (?) que nos hão de cair em cima, do mail dum amigo especialista nessa arte (do escarafunchanço, claro), etc.
Aquilo é uma prosa magnífica a servir um conteúdo que não está ao alcance de todas as cabecitas – o escarafunchanço.
Talvez por isso eu não tenha percebido nada à primeira leitura mas, como sou uma burra teimosa, como todas as burras, suponho, resolvi fazer uma segunda (e penosa) leitura.
Com esforço acho que cheguei lá, e concluí que aquilo devia ter muita filosofia – de Platão a Immanuel Kant, passando por Nietzsche e Heidegger, e que eu é que não estou preparada para tais leituras.
Devem ser coisas que só os mais novos entendem, aqueles a quem a escola recente dá sólida formação em filosofia, que inclui, certamente, o escarafunchanço. Eu estou out.
O que me parece é que esses mais novos não leem, e muito menos compram, jornais. Daí a minha inquietação por também não perceber os critérios editoriais do Expresso para o seu suplemento cultural.
Eu bem escarafuncho, mas não entendo, e fico cada vez mais perplexa, embora esteja completamente encantada com a beleza dessa palavra da lingua portuguesa em boa hora escolhida por Ana Markl - ESCARAFUNCHANÇO. É lindo!
25 de abril de 2011
23 de abril de 2011
Ressurreição
Ressurreição, de Piero della Francesca
Fresco, 1460
Com a esperança de que o país possa ressuscitar ao terceiro ano.
22 de abril de 2011
"Ao Cair da Noite"
Classe média alta, Manhattan, um galerista de arte contemporânea, uma diretora de revista de arte, um casal acomodado nos seus mais de 20 anos de casamento, um irmão (dela) problemático, belo, inteligente, drogado, protegido pelas irmãs, cuja chegada vem alterar as rotinas assim-assim do casal, e, no fundo, uma crise de meia-idade.
As crises de meia-idade, por norma, levam a que se questione a identidade, e é o que aqui acontece chegando, inclusive, à crise de identidade sexual do protagonista, Peter
A crise de Peter é igual a todas as outras - descobre-se que o mundo continuará igualzinho para além de nós, percebe-se a beleza perdida, reaviva-se o desejo de a possuir, o desejo de (ainda) mudar, de poder recomeçar, e surge o primeiro confronto com a velhice que vem vindo, para no fim, geralmente, tudo ficar na mesma
Com uma escrita moderna e eficaz, o livro é quase, sem o ser, um monólogo interior do protagonista, que poder ser o monólogo de cada um de nós na sua crise de meia-idade.
Contudo, parece que o mundo não abanou em 2008, que ninguém se interrogou sobre essas mudanças violentas e que cada um continuou apenas entregue à meditação sobre o seu umbigo.
Se as questões abordadas são de sempre, elas também sofrem cambiantes pelas circunstâncias que as rodeiam. É isso que, quanto a mim, “falta” no livro de Cunningham.
Michael Cunningham
Ed. Gradiva, 2010
21 de abril de 2011
Por qué no te callas?
É caso para dizer – cada tiro, cada melro.
Primeiro Otelo disse que se soubesse que era para isto, não teria feito o 25 de Abril. Além de estúpido e primário, até parece que o fez sozinho e que sem ele não se teria feito.
Hoje vem dizer ao Jornal de Negócios, e segundo o Publico: “Falta-nos quem saiba orientar o povo com honestidade, generosidade, com espírito de missão. Salazar foi uma pena, porque era um crânio em economia e finanças, podia ter feito maravilhas pelo povo, mas era um tipo de miopia política. Precisávamos de um homem com a inteligência e a honestidade do ponto de vista do Salazar…”
A continuar assim ainda o vamos tomar pelo palhaço de serviço a cada 25 de Abril.Rating, que é isso?
Nos últimos meses muito temos aprendido de economia e economês. Por mim, não paro de aprender e de me espantar.
Transcrevo o que li no Expresso de 16 de Abril, caderno de Economia.“…há uma norma legal, com 77anos, que estipula que os profissionais das agências de rating não são peritos. Se fossem tidos como tal, não estariam protegidos pela liberdade de expressão.”
Muito bem: estes não-peritos recebem dinheiro, influenciam os mercados, jogam e destroem a vida de milhões de pessoas e são inimputáveis – estão só a dar a sua opinião.
Os deuses devem estar loucos mas, se não estiverem, o mundo está, de certeza.
20 de abril de 2011
A zanga de Clara Ferreira Alves
No Expresso de 16/04/2011 dedica a sua crónica à ignomínia que grassa na internet, nomeadamente com um texto que lhe é falsamente atribuído, em que se dedicaria a demolir o seu amigo Mário Soares e que a Google argumenta não poder retirar, a não ser com ordem do tribunal.
Por acaso, tal texto nunca chegou até mim mas, quem é leitor de CFA certamente perceberá que uma coisa dessas só pode ser uma fraude.
É certo que há muitas coisas desagradáveis na internet. As caixas de comentários de jornais e blogues são, frequentemente, verdadeiros caixotes do lixo onde os malformados despejam os seus ódios, frustrações, invejas e má-criação.
Contudo, como é sabido, o bem e o mal coexistem em tudo na vida e, se a internet pode ter muitas faces desagradáveis, ela é também, e simultaneamente, um espaço de liberdade democrática como nunca antes se tinha conhecido.
Se é aberta a tudo e a todos, é também recetáculo do melhor e do pior que a humanidade contém, ou seja, se ela pode conter tudo o que há de pior nos humanos também é, e é-o muitas vezes, um espaço de criatividade e solidariedade do melhor que somos capazes de fazer.
CFA está zangada e com razão, mas parece que se esqueceu da parte boa da internet, parte que ela certamente a usa com proveito.
Nem tudo na internet é mau, nem tudo na internet é bom mas, pessoalmente, estou convencida de que os benefícios são bem maiores que os malefícios.
Podemos sempre voltar à velha discussão – deve, ou não a internet ser regulamentada.
Entretanto verifica-se que somos todos iguais: quando estamos zangados até o mais perspicaz fica um bocadinho vesgo.
19 de abril de 2011
Inferno é a família
Ao contrário, os nossos irmãos europeus querem que o castigo nos fique de emenda – juros altos e prazo curto.
Estes nossos manos à força parecem acreditar na teoria do karma, ou seja, que o Além pôr aqui nove milhões de almas de castigo por erros de vidas passadas. Eles sentem que devem, e podem, ser os impolutos executores das penas
Se é para ter irmãos assim, antes quero ser filha única, e até o fratricídio já me parece uma questão a ponderar.
E se a nossa etérea mãe Europa morrer, acho que nem luto ponho.
18 de abril de 2011
Finlândia
Afinal, apesar de ter defendido há dias que os finlandeses não eram melhores nem piores que nós, tenho que concordar que eles estão mais à frente. Conseguiram dar quase 20% dos votos a um partido nacionalista e xenófobo. Como esse parece ser o caminho da Europa, e nós não estamos nem sequer próximos de tal façanha, é obvio que eles vão à nossa frente e estão mais integrados.
Por isso repito - por favor, não nos comparem com o finlandeses.
Estou farta, agora mais que nunca.
Por isso repito - por favor, não nos comparem com o finlandeses.
Estou farta, agora mais que nunca.
Misteriosa magia da cadeira
A magia da chamada “cadeira do poder” sempre foi, e continua a ser, para mim, um verdadeiro mistério.Há o poder real, o pequeno poder e o hipotético poder, mas todos parecem ser irresistíveis.
Sócrates tem passado as passinhas do Algarve, é talvez o político português mais mal tratado no pós-25 de Abril, acusado de tudo e mais um par de botas, mas não larga a cadeira.
Passos Coelho, que parece ser um homem de grande visão política e que ainda não chegou ao poder já está a dizer mentiras demonstráveis (não foi avisado do PEC IV, afinal houve um telefonema, não, afinal houve mesmo uma reunião), sonha todas as noites com a cadeira e não lhe chega a hora de tomar assento.
Cavaco sentou-se nela e quis voltar a sentar-se, só mesmo para se sentar; até me faz lembrar o Grande Chefe Boi Sentado. Tomou assento e ficou sossegadito, como quem diz – briguem-se para aí à vontade que daqui ninguém me tira; ganhei a cadeira, era só o que eu queria.
Fernando Nobre lutou pela mesma cadeira assegurando que não queria nada com os partidos, só com os cidadãos. Perdeu essa cadeira mas, quando lhe acenaram com a cadeira central do hemiciclo de S. Bento disse logo que sim. Mais vale uma cadeira no traseiro que duas a voar. Nem conhece o programa pelo qual vai fazer campanha, ele só quer mesmo é a cadeira.
Basílio Horta, que chegou a ser líder do CDS, na eminência de perder o lugar de presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo vai ser candidato a deputado por Leiria, nas listas do PS, para não ficar sem cadeira.
Na demanda de cadeira similar, Ferro Rodrigues, político de esquerda que veio do MES para o PS, depois dum exílio dourado na OCDE em Paris, exílio que não podia durar o resto da sua vida, volta para ser cabeça de lista do PS por Lisboa. Pode dizer-se que esse é do PS mas, com mil diabos, não precisava de ser do PS de Sócrates. Mas então, e a cadeira?
Não saberão fazer mais nada? Se calhar até sabem mas, embora para mim continue um mistério insondável, está visto que a poção mágica da cadeira é mesmo muito poderosa.
Quase veneno, ou “substância ilícita” altamente viciante.
16 de abril de 2011
15 de abril de 2011
Afinal...
Em virtude das últimas notícias sobre as eleições na Finlândia, vale a pena acrescentar ao comentário anterior que os finlandeses são, como nós, capazes de dar ouvidos a políticos populistas, e que da Europa só querem as vantagens, e nunca as desvantagens. Também temos cá disso, o que confirma que não são nem melhores nem piores que nós.
Coisas de que estou farta_3
Observar a situação das mulheres na sociedade portuguesa e verificar como quase são cidadãos de segunda, é outra coisa de que estou farta.
Veio agora a público uma coisa chamada “Compromisso Nacional”, assinada por 47 personalidades.
Aquilo vale o que vale, ou seja, as nossas personalidades mais institucionais apelam ao entendimento institucional.
Eles são os notáveis da pátria e são, no total, 47.
Homens – 41
Mulheres – 6
Segundo o censo de 2001, e segundo o Pordata, Portugal tinha então
Homens – 48,3%
Mulheres – 51,7%
Em 2009, frequentavam o ensino superior
Homens – 46,7%
Mulheres – 53,3%
Doutorados em 2009
Homens – 48,4%
Mulheres – 51,6%
Distribuição de notáveis da pátria para assinar o “Compromisso Nacional”
Homens – 87,2%
Mulheres – 12,8%
Quando nem os notáveis se preocupam, ao menos, com um arremedo de paridade, verificamos como, em certos aspectos, ainda somos um país apenas “em vias de desenvolvimento” Podiam pôr os olhos na Tunísia, muçulmana e "atrasada"
Mas aposto que nem tal coisa lhes passa por aquelas lindas e notáveis cabecitas.
Portugal continua a desperdiçar a capacidade das mulheres, como se dum bando de atrasadinhas se tratasse, desrespeitando os seus esforços de formação e participação cívica.
TAMBÉM ESTOU FARTA DISSO.
14 de abril de 2011
Coisas de que estou farta_2
Há mais coisas de que estou completamente farta. Por exemplo, que nos estejam sempre a comparar com os outros.
Isto parece mais um concurso de misses, com 27 meninas, em que sempre apontam para Portugal e dizem: tu és a mais feia e gorda, se calhar estás grávida de Estado
Primeiro, endireitaram as costas, puseram o dedo em riste e disseram: ponham os olhos na Irlanda|
Nós pusemos, mas pensámos que lá chove muito, cá faz muito sol, à noite logo se vê, e deixámos andar.
Afinal a Irlanda também não levou a coroa (farta da coroa ficou ela há muitos anos) e ainda foi desclassificada primeiro que nós.
Agora a favorita é a Finlândia. Freitas do Amaral até escreve no Expresso de sábado passado um artigo com o belo título “Finlândia, País Modelo”.
Sabemos que povos diferentes fazem países diferentes e comparar portugueses e finlândeses é conversa que nem vale a pena começar. Tudo nos separa – a geografia, a história, o clima, o estilo de vida, a religião.
Em pleno solstício de verão, quando praticamente não há noite total na Finlândia, por lá almoça-se ao meio dia e janta-se às seis da tarde.; a bem dizer só comem salmão; têm como “desporto” nacional a sauna onde aquecem até deitarem fumo, chicoteiam-se com um ramo de árvore, e depois atiram-se ao lago; são muito trabalhadores e civilizados mas não entendem o que seja uma festa e são incapazes de tocar numa cerveja que não tenham comprado. Têm o que precisam e deviam ser felizes mas, aos fins de semana as âmbulâncias patrulham incessantemente, e durante toda a noite, as ruas de Helsínquia a apanhar os bêbados comatosos caídos pelos passeios.
A gente cá também bebe uns copos mas... vamos bebendo, gostamos de bife, praia, festa rija se possível toda paga (cerveja incluída) por outos.
Quanto à economia a nossa é muito fraquita mas a deles assenta muito na Nokia, e agora que a Microsoft a convidou para dançar, vamo-nos sentar um bocadinho para ver o que acontece.
Somos piores? Não, somos só diferentes. Porém, desconfio que, a juntar às inúmeras diferenças entre nós e os finlandeses, que, na genaralidade não fazem deles gente melhor nem mais capaz do que nós, há, isso sim, uma diferença fundamental entre o país Finlândia e o país Portugal – a qualidade, seriedade e visão dos respectivos políticos.
Não quero pôr os olhos na doce Finlândia, não me quero comparar com ela nem com ninguém.
Tirem-me deste filme. ESTOU FARTA DE SER COMPARADA!
13 de abril de 2011
Coisas de que estou farta_1
Portugal é lixo.
Lisboa é lixo.
O Porto é lixo.
Cascais é lixo.
Os bancos são lixo.
As empresas portuguesas são lixo.
Os portugueses são lixo.
Resumindo, tudo aqui é lixo.
Comentadores e telejornaleiros adoram dar ênfase ao termo - LIXO
E quem nos classifica como lixo? Os agiotas sem escrúpulos que ganham muito dinheiro com este lixo.
Quem nos conduziu aqui? Políticos portugueses, europeus e mundiais que, eles sim, são verdadeiro lixo. Banqueiros de todo o mundo unidos, eles, sem dúvida, lixo. Empresários escroques e analfafetos, eles também, verdadeiro lixo.
Nós não somos lixo.Ao contrário, somos homens e mulheres de trabalho que, quando integrados numa economia com regras, produzem, criam riqueza, dialogam, imaginam, investigam, investem, dão-se bem e são respeitados.
Nunca ouvir dizer que o lixo se indignasse; pois eu estou indignada, e muito.
Eu não sou lixo.
Portugal não é lixo.
LIXO; A TUA TIA; PÁ!
12 de abril de 2011
Nobre?
Até há cerca de um ano Fernando Nobre era um homem respeitado pela generalidade dos portugueses.
E mais não digo, que, para luto, por hoje já basta.
E mais não digo, que, para luto, por hoje já basta.
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