segunda-feira, setembro 22, 2014

Governam a cores











 
 
 
 
 
 
 
Vem aí a fiscalidade verde, coisa que vi anunciada por aquele ministro que tem cara de Zezito, o melhor aluno da 4ª classe no ano 1960, mas que, realmente, se chama Jorge Moreira da Silva.

Diz que é para nos aliviar no IRS, e eu gosto de ouvir, porque acho mais graça a ministros que mentem do que aos que pedem desculpa (deve ser uma questão de hábito.)

Embalados pela frescura do verde, imagino que outros ministros em breve se lembrem duma fiscalidade, por exemplo, vermelha, a recair sobre as melancias, os tomates, os coletes dos campinos, o pai Natal, o PCP e os frutos do bosque.

Até ao fim do ano, para alívio das nossas carteiras e compostura do défice, talvez também ainda surja a fiscalidade preta, incidindo esta sobre funerais, miúdos góticos, chocolate negro, noites de lua nova e outros negrumes.

E p’ró ano logo se vê, que a paleta de cores deles é infinita.
Que sorte a nossa, esta de termos ministros que governam a cores.

Imagem: pormenor de peça da exposição Turvo, de Rui Horta Pereira
Galeria 3+1, Arte Contemporânea
Rua António Maria Cardoso, 31, Lisboa
A ver. Até 9 de Novembro.

 

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