"A história da oposição dos homens à emancipação das mulheres é porventura mais interessante do que a história dessa emancipação."
Virginia Woolf
Um Quarto Só Seu
Penguin Clássicos (ed. Bolso)
"A história da oposição dos homens à emancipação das mulheres é porventura mais interessante do que a história dessa emancipação."
Virginia Woolf
Um Quarto Só Seu
Penguin Clássicos (ed. Bolso)
Reflexão de Pedro Mexia, no seu artigo do Expresso, que é também minha há muitos anos.
Eu não encontrei respostas. E creio que ele também não.
"O desaparecimento abrupto e sem explicações numa relação amorosa é inaceitável, embora se compreenda no contexto de contactos epidérmicos ou fugazes, menos dados à empatia. E o desaparecimento entre amigos? Pode um amigo desaparecer? Podemos desaparecer a um amigo? A amizade é uma coisa que desaparece? Haverá um protocolo que não seja o confronto? Há sequer protocolos adequados ao fim de uma amizade? E o que quer dizer amizade?"
Dizem que o uso do masculino neutro na linguagem é uma forma de excluir as mulheres.
Quero inocentar o masculino neutro.
A mim, o que sempre me fez sentir excluída foi a invisibilidade e a complacência.
Se PCP e BE não deixarem passar o Orçamento de Estado, se o governo cair, se houver eleições, os partidos de esquerda que não contem com o meu voto, nem, certamente, com o de muitas outras pessoas como eu porque, ao contrário do que eles pensam:
- o óptimo é inimigo do bom
- um Orçamento de Estado não é um programa de governo
- o programa de governo que ganhou as eleições (e em que não votei) foi o do PS
- o governo actual é melhor do que um governo do PSD e amigos, seja o do Rio seja o do Rangel.
Se PCP e Bloco fizerem cair o governo, ao contrário do que pensam, nas eleições levarão uma banhada, e talvez depois a esquerda precise de uma década para se levantar, ou talvez não se levante mais.
Não terão o meu voto. Nenhum deles.
Sem drama, mas não se aguenta.
Eu, que tenho da velhice uma visão tenebrosa, às vezes dou comigo a pensar que nem me importo de já não ser assim tão nova.
É que as aprendizagens e adaptações que são agora pedidas aos mais novos, tornariam, no meu caso, qualquer interacção com outros numa espécie de caminhada sobre pregos. E eu não estudei para faquir.
Vem isto a propósito da nova linguagem que as questões de género, centrais nos nossos dias, trouxeram acoplada nas suas costas (largas).
Para dar um exemplo: vi no Twitter uma pessoa a pedir para ser chamada apenas de Jo e só com uso de “pronomes neutros” (dixit).
Escreveu “eu própri” e várias pessoas responderam ao pedido chamando-lhe linde e queride.
Ora, eu não sei falar isto. Nem vou aprender.
Ouvi dizer que, nas universidades, se o professor não respeitar a escolha de género do aluno, ou até, o que é pior, a sua não escolha (quando alguém diz que o seu género é neutro, isto é, nem homem nem mulher), pode muito facilmente ser admoestado ou mesmo corrido. Assim sendo, respeitar a escolha de género implica, por vezes, deixar de falar, com essa pessoa, o português corrente, e à mais pequena escorregadela está lixad@.
Fico tão aparvalhada com estas coisas, sinto que já não sou daqui, e dou comigo a pensar - oh cum cagarague, este é mesmo um tempo de camandre.
Pardon my french.
Gargalhada:
Armando Vara tem estado preso porque recebeu vinte e cinco mil euros (25000€) e mais sete mil (7000€) em prendas (onde devem caber os robalos, suponho).
Rendeiro, Salgado, Vale e Azevedo, entre outros, desviaram milhões e estão a viver bem e livres
Ensinamento:
Se queres roubar, rouba muito, porque pouco dá cadeia.
- Nuno, deixa o miúdo em paz. O Telmo é mais pequeno, é meu amigo, e anda triste.
E diz o Nuno
- Quero lá saber, não gosto de fracotes. Gosto de betos abrutalhados como eu.
Foto do Público
Palácio e lago Lubomirski em Varsóvia
Quando estive na Polónia ainda eu era assim, e os polacos um bocado toscos e ingénuos.
Daí para cá... tchiiii, o que mudámos
Agora, diz a Polónia para a Europa:
- Na minha casa mando eu, mas vocês pagam as contas, certo?!
Ai que inveja! Como ficaram espertos!
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