terça-feira, janeiro 28, 2014

Sim, proibir!














 
 
Tenho lido, nos últimos dias, excelentes textos contra as praxes.

A maioria dos seus autores, porém, manifesta-se contra a sua proibição, quer por serem naturalmente contra as proibições e entenderem que elas estimulam o apetite pela coisa proibida, quer por acharem que também é responsabilidade do aluno praxado dizer “não”.

Tudo verdade, democrático e aplicável, quando as coisas ainda não saíram fora do controlo, e se quisermos fingir que ignoramos quão devastador é o ostracismo na vida dum jovem estudante.

Não sendo simpatizante das proibições, e nem as admitindo para as questões da vida privada, parecem-me, contudo, frequentemente necessárias na vida pública; mais − parece-me que elas nos têm ajudado a evoluir civilizacionalmente.

Só para falar da contemporaneidade, vale a pena lembrar que, se a aplicação de penas severas por conduzir com excesso de álcool no sangue não estivesse na lei, se calhar ainda hoje estaríamos a pedir a última bebida “para o caminho”; se a lei não tivesse criminalizado a violência doméstica, o mais certo era estarmos ainda a encolher os ombros e a dizer - “entre marido e mulher, não metas a colher”.

Nenhum dos argumentos aduzidos me fez recuar na ideia que aqui deixei de que só a força proibicionista da lei pode parar esta agressão consentida.
Grandes males, grandes remédios!
Temos pena, mas é assim.

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