terça-feira, março 26, 2013

Com ou sem toalha


Há uma senhora deputada do PSD que há muito tempo, e certamente por distracção, pôs uma toalha de mesa ao pescoço e nunca mais se lembrou de a tirar. Chama-se Teresa qualquer coisa, e o PSD chegou a uma tal lástima que até a deixa falar em seu nome.

Quando ela abre a boca, eu lago tudo e fico atenta porque, nos dias que correm, temos que aproveitar o que nos possa fazer rir de borla.

Na sua última tirada a senhora da toalha acusou “o secretário-geral do PS de colocar a ordem constitucional em causa com o "anúncio não consumado" de uma moção de censura.

Confesso que desta vez me deixou a pensar; habituada que estou a tentar decifrar os discursos redondos do Coelho, em que ele fala muito em “calibragem” e até em coisas moralmente elevadas como seja a “constância na persistência”, pensei, pensei, e acho que o que a Teresa nos quis dizer foi simplesmente isto:

- Exijo a imediata consumação do acto! Os preliminares são inconstitucionais.

Gosto de mulheres assim despachadas. Com ou sem toalha.

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