quarta-feira, dezembro 21, 2011

Submarino ao fundo

Segundo notícia do Público de ontem, terminou na Alemanha o processo contra a Ferrostaal, empresa que vendeu submarinos a Portugal e Grécia. A empresa (que reconheceu as práticas ilegais) bem como dois seus ex-gestores, foram condenados, e deu-se como provado que gastaram 62 milhões de euros, entre 2000 e 2003, a corromper alguém nos dois países.

O tribunal também deu como provado que os mesmos senhores pagaram como suborno 1,6 milhões de euros ao ex-cônsul honorário de Portugal em Munique, Juergen Adolff.

Bom, mas aqui, como diria o outro, é só fazer as contas: se o sr. Juergen Adolff recebeu 1,6 milhões dum total de 62 milhões, ainda sobram 60,4 milhões. Para onde foram? Mesmo admitindo que os corrompidos gregos são mais caros que os portugueses, parece lícito admitir, como mera hipótese teórica, que alguns milhões terão servido para corromper alguns portugueses no tempo do governo Durão/Portas.

Este meu raciocínio – se há corruptores, há corrompidos e seria bom investigar, deve ser completamente estúpido; tanto quanto sei, o nosso Ministério Público não entendeu nada disso e apenas tem a decorrer um processo relacionado com as prometidas contrapartidas alemãs.
Entende-se. É apenas uma questão de submarinos.
Ainda se houvesse robalos!

  

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