sexta-feira, setembro 05, 2014

O acessório











 
 
 
 
 
O advogado Nuno Godinho de Matos dá uma entrevista ao Observador toda ela muito solta, muito leve, muito de homem simples da rua, sobre o BES e a sua participação no respetivo conselho de administração não executivo.

Afirmações mais relevantes sobre o órgão e a sua presença nele:

“Um pró-forma”, “um verbo de encher”, “um detalhe, um acessório de toilete de senhora” onde “entrou sempre mudo e saiu calado”, até porque, quando foi convidado advertiu logo que “Sabia tanto de bancos como de calceteiro, embora goste de calçadas”.

Como saber ou não saber da “poda” é coisa que não interessa nada, recebia por cada presença no tal conselho “líquidos, cerca de 2.400 euros por reunião ou seja, entre 10 a 12 mil euros por ano.”

Mas, em 2013 o “trabalho” deve ter aumentado muito porque, segundo um relatório da CMVM, em 2013 Nuno Godinho de Matos auferiu 42 mil euros brutos pelas reuniões onde entrou “mudo e saiu calado”.

A qualidade do pensamento deste homem não desmerece do discurso − simples, escorreito e directo ao cerne das questões.

Assim, afirma-se como um “socialista pró-Costa, mas que defende que um governo ideal estaria nas mãos de sociais-democratas como Vítor Gaspar”.
É apoiante de Cavaco, vice-presidente da Ordem dos Advogados e, até há pouco, era também o braço direito de Proença de Carvalho.

Sabemos que gente fina é outra coisa mas lá que tudo isto tem o cheiro fétido do urinol público, lá isso também tem.
Como “acessório de toilete de senhora”, imagino que seria um penso higiénico. Nem sei porquê, mas imagino.

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