quarta-feira, fevereiro 05, 2014

10 anos de Facebook












 
 
 
 
O Facebook fez ontem dez anos. Parabéns.
Eu gosto do Facebook e do imenso espaço de liberdade que ele é.
E não tenho nenhum medo.

No Facebook como na vida, é preciso saber escolher os amigos e decidir com bom senso o que pode ser público e o que deve permanecer privado.
Nada mais que isso.

Há pessoas de quem não sou “amiga”, sou apenas seguidora, e essas, no meu caso, são figuras públicas das artes, das letras, do jornalismo.
Geralmente são muito normais, mas às vezes dá-lhes para se armarem em divas.

E agora conto o que me aconteceu por estes dias:

Uma das pessoas que sigo é jornalista, participante dum conhecido programa de televisão, comentador. Pertence a uma área política diferente da minha, mas considero-o intelectualmente honesto e interessante.

Um destes dias postou a seguinte frase:

“Já não lia uma coisa tão imbecil como a que li hoje num jornal há muito tempo. E, como é público e notório, imbecilidades não têm faltado.”

Logo 36 pessoas puseram “gosto”. Pensei: mas gostam de quê?
Seguiam-se outros tantos “amigos” a tentar adivinhar de quê, ou quem, ele estava a falar

Não costumo comentar estas coisas mas, não sendo a primeira nem a segunda vez que o vejo escrever assim, digamos, NADA, não resisti e comentei:

“Essa sua mania de mandar bocas para o ar e os papalvos que adivinhem, está a ficar um bocado irritante, ó companheiro.”

Qual não é o meu espanto, facto nunca visto numa figura pública, obtenho resposta. Assim:

Tem razão, Maria De Jesus Lourinho, mas este espaço também é meu e às vezes dá-me para desabafar.”

Ainda respondi dizendo que o Facebook era, no meu entender, um espaço de comunicação e não de solitária meditação, mas que a razão estava do seu lado porque o espaço é dele, de facto, e só o lê quem quer.

Eu deveria ter dito que desabafar sem bafo é assim uma espécie de onanismo, mas não disse nada disso, claro, e continuo a simpatizar com aquela figura pública.

Bem como com o FB − espaço de ampla liberdade em que todos, até as simpáticas figuras públicas, têm direito à parvoíce; e onde os zés-ninguéns, como eu, têm o direito de lhes dizer que estão a ser parvas, mas que esse é um direito que também lhes assiste.

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