quarta-feira, outubro 31, 2012

Nova Iorque

A tempestade que se aproximava de Nova Iorque no início da semana, era, diziam, a tempestade perfeita, e prometia causar danos.

Começámos a “vê-la” dias antes nos telejornais, com os repórteres na rua, e na segunda-feira, na internet, podia até ver-se a cidade ao minuto.

Tanta foi a atenção dispensada ao assunto que quase parecia que nós mesmos teríamos que ir fechar portas e entaipar janelas, por ser a nossa casa e a nossa cidade que estavam no olho do furacão.

Metaforicamente, não se andava longe.

Congregação de grandezas e misérias humanas, plataforma de todas as raças e credos, cidade dos sonhos, do vidro e do aço, da arte e da música, da inovação e do luxo − tanto quanto da degradação e miséria, Nova Iorque é património e símbolo maior de toda a civilização ocidental a que pertencemos.

No nosso imaginário, e para sempre, a literatura, mas sobretudo o cinema, ajudaram a fixar-lhe as curvas e os ângulos, a violência e a poesia, os recantos e os grandes espaços.

Nova Iorque está colada à pele duma civilização e duma cultura.
Por isso é casa, sim, e é também nossa.

 

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