terça-feira, janeiro 31, 2012

Não te entendo, moço.

O rapaz que há uns meses aceitou um trabalho temporário como Secretário-geral do PS e que dá pelo nome de António José Seguro, tem o condão de me pôr a desconfiar da minha própria literacia.

Primeiro foi aquela história da “abstenção violenta” do PS na votação do Orçamento de Estado.
Corri dicionários, enciclopédias, prontuários, gramáticas e até fui ao Ciberdúvidas  para tentar perceber o sentido de tão arrevesada locução. Nada.

Ainda mal refeita deste trauma, eis que me aparece de novo Seguro com afirmações sobre as negociações da dívida da Madeira que cito:

"É um acordo entre familiares do PSD, que aplica àquela região autónoma a mesma receita do Continente, isto é, empobrecer", disse o líder socialista, acrescentando que a Madeira "vai ser duplamente prejudicada" com esta opção.” (daqui)

Ora, é sabido que há famílias muito desavindas ou até, para ser moderna, disfuncionais, mas o mais normal é haver entreajuda entre familiares. Com esta frase, a gente pensa que ele vai dizer que houve favorecimento mas, qual quê, a seguir diz que a Madeira "vai ser duplamente prejudicada".

Se isto se transpusesse para num cartoon, eu apresentar-me-ia, certamente, com os olhos revirados e um balão de fala cheio de pontos de interrogação.

Não consigo entender o rapaz, mas isso não é grave, é só iliteracia minha. Grave mesmo é que me parece que ele também não se entende a si próprio.

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