terça-feira, novembro 22, 2011

Nem um alfinete

À velha pergunta – “você comprava um carro em segunda mão a este homem?” eu responderia: nem um triciclo, quanto mais um carro.

Fomos educados, os que foram, claro, a não julgar as pessoas pela aparência, mas é quase impossível fugirmos ao sentimento de empatia, repulsa ou neutralidade que a aparência dos outros nos provoca.

Falo por mim, mas este senhor Paul Thomsen, funcionário de 5ª ou 7ª categoria do FMI, nas palavras do banqueiro Ulrich, faz-me cócegas no céu-da-boca, como as alergias primaveris.

De cabecinha sempre à banda e olhar de esguelha, dá o ar de não gostar de encarar nada de frente, ou não querer dar aos outros a oportunidade de o verem de frente.

Vive nos subterrâneos dos ministérios de países alheios a criar desespero, e tem ar de se sentir tão bem na sua actividade como os membros do Exército de Salvação com as suas filantrópicas acções.

Pensando bem, e olhando tanto quanto possível de frente para ele, eu nem um alfinete lhe comprava.
Mas o meu país comprou, através dele, uma porção de dinheiro, que, afinal, só dá mesmo para os alfinetes.

Nota: foto tirada do Expresso, edição de 19 Novembro 2011

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