sexta-feira, maio 27, 2011

Um aborto na campanha

O que Passos Coelho disse ontem sobre a lei da IVG, percorrendo os jornais online, pode traduzir-se assim:
A lei pode "ter ido um pouco longe demais" ( Visão)
… há grupos de cidadãos " que querem promover essa nova consulta popular, a qual, no seu entender, poderá ter lugar depois de se fazer uma "avaliação séria" (DN)
… apelou «a quem tenha ideia de propor um novo refendo por petição popular para que actue com rapidez» (Sol).
O que Passos, de facto, quer, é roubar votos ao CDS mas vai dizendo que, se tiver que meter a mão nessa massa, prefere que sejam os cidadãos a tratar do assunto primeiro e, já agora, rapidinho, ou qualquer coisa do género – Ó Portas, se tivermos que fazer governo juntos, e se quiseres mudar a lei, arregimenta lá as tuas tropas depressa, que eu tenho mais que fazer e não vou sujar as mãos com esse assunto até porque há uns anos já disse o contrário.
Passos não percebeu que este não foi um tema bem escolhido para os portugueses em geral. No último referendo o “SIM” ganhou porque a sociedade portuguesa mudou profundamente na última década, tanto que não houve prof. Marcelo, com todo o seu tempo de antena, que valesse ao “não”.
Se ousarem novo referendo, perdem outra vez, porque para as novas gerações de votantes, o senhor padre já não manda nada
É caso para dizer que só nos saem abortos.


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