1 de abril de 2025
Nas redes
29 de março de 2025
Abominações
A abominação é mútua
"Nós ouvimos Pete Hegseth, J.D. Vance e Trump a dizer que nós, os europeus, somos patéticos e achamos que eles foram apanhados a faltar-nos ao respeito. Mas por que carga de algodão-doce é que aquelas três bestas hão-de gostar mais de nós do que nós gostamos deles?Os americanos já fervem com a arrogância e a condescendência dos europeus, com as nossas falinhas mansas quando queremos cravar mais uns dólares e, sobretudo, com a nossa convicção que é aqui na Europa, encharcados em cultura e civilização, que sabemos viver, enquanto os americanos que votaram no Trump não passam de selvagens.
21 de março de 2025
Os dois lados
Os professores são presas assustadas, e os alunos são feras enraivecidas à solta.
A ver, para saber.
19 de março de 2025
14 de março de 2025
Quotidiano
Cedinho, quando abri a janela, estava lá no alto pendurado a fazer não sei o quê. De repente faz pose - pernas abertas, pés na parede, corpo reclinado para trás, braços abertos qual Cristo Rei.
Cá em baixo estava o colega a tirar foto para a postagem.
- Desculpe, eu sou transparente?
- Não, mas como a senhora estava escolher...
- Pois, se eu não sou transparente, o senhor também não o é, e eu assim não posso escolher.
- Ah! pois é, desculpe.
Duas conclusões:
1- A culpa não é dele, que veio de um país distante, sabe-se lá com que dificuldades. A culpa é do patrão que quer o trabalho mas não dá formação.
2 - Sei que as mulheres da minha idade vão ficando transparentes, mas é uma coisa que me chateia, pá!
Hoje está sol!
12 de março de 2025
Há cair e cair
Visão - O Governo caíu em câmara lenta
Expresso - o Governo caíu em horário nobre
Euzinha - o governo caiu sem compostura.
6 de março de 2025
2 de março de 2025
Grandes enganos
O linguajar dos comunistas nas redes sociais, a propósito da inqualificável cena na Casa Branca entre Trump, Vance e Zelensky, é tão assuador que dou comigo, estarrecida a pensar.
- E eu que já os olhei com respeito...!!! Chiça!
28 de fevereiro de 2025
Sentei-me. Abri o email.
A Fnac hoje dá 20% de desconto aos seus aderentes.
Fui ao site e procurei um livro muito, muito recente. Havia.
Escolhi "compra rápida" e entrega gratuita em casa.
Fui informada de que, se pagasse até à 16 horas receberia a encomenda ainda hoje entre as 18h e as 22h.
Escolhi pagar imediatamente com PayPal.
Em 5 minutos, recebi a informação, escolhi e paguei um livro, e vou recebê-lo daqui a pouco em casa.
Tudo sem levantar o rabo do sofá.
A próxima geração já nascerá sentada.
21 de fevereiro de 2025
Acordares
No dia em que, ao acordar, eu consiga não ouvir as notícias, serei feliz e estúpida.
Ou felizmente estúpida.
Ou estupidamente feliz.
18 de fevereiro de 2025
Capuchinho
Elegante, frágil, limpa, perfumada, airosa, leve - retrato da Europa no primeiro quarto de século do terceiro milénio, e tudo o que ela não precisava de ser agora, quando de todos lados nos soam botas da tropa e nos cheira a medo.
O Capuchinho Vermelho vai alegre pela floresta.
À coca estão, não um, mas dois lobos maus.
16 de fevereiro de 2025
Vilões
Não há Bom. Só o Vilão, o Vilão, e o Protovilão.
Já tivemos, em 50 anos, vários tipos de presidentes da AR, mas só agora nos calhou um manga de alpaca que usa o cargo como quem usa um penacho.
Este senhor, tão fino, com tanto ar de advogado das Avenidas Novas, perdeu o comboio da história, chegou atrasado uns anos. Mais cedo, teria feito um papel de embrulho aceitável, a AR ainda era um sítio frequentável, mas deixou de o ser.
Como parece entender que não há limites para a liberdade expressão, daqui deixo uma sugestão aos deputados: organizai o dia da peixeirada, em que todos insultam todos e todos juntos insultam o Aguiar.
Ele não se vai importar, e nós vamos ter nas televisões quase tanto tempo de peixeirada como de Pinto da Costa, só que muito mais divertido.
23 de junho de 2022
Canção Doce, Leila Slimani
Uma história que já vimos e lemos em outros tempos e lugares – uma ama “doce” que acaba por matar as crianças que lhe foram confiadas.
A leitura vale a pena pelo ritmo narrativo que a autora impõe, e pelo domínio da escrita.
As personagens são bem desenhadas e nelas vivem muitos problemas do nosso tempo. Porém, Leila Slimani nunca cede à emoção fácil, à análise psicológica de pacotilha, à vitimização de uma ou à culpabilização de outros.
É a vida, simplesmente, mesmo nos seus episódios mais dolorosos ou assustadores.
15 de junho de 2022
Até ao Fim da Terra
David Grossman nasceu em Jerusalém e é um dos maiores escritores do nosso tempo. É autor de uma extensa obra que está publicada em mais de trinta línguas em todo o mundo. Recebeu numerosos prémios, incluindo o francês Cavaleiro da Ordem das Artes e das Letras, o Buxtehuder Bulle na Alemanha, o Prémio de Roma pela Paz e pela Ação Humanitária, o Prémio Ischia Internacional de Jornalismo, o Prémio Emet de Israel, o Prémio da Paz dos Editores e Livreiros Alemães e o Prémio Albatross da Fundação Günter Grass. Em 2018, foi-lhe atribuído o prestigiado Prémio Israel de Literatura. O seu romance Até ao Fim da Terra foi distinguido com o Prémio Médicis Estrangeiro, o National Jewish Book Award, o Prémio JQ Wingate e, tendo sido destacado em inúmeras listas de favoritos, foi ainda considerado o melhor livro de 2011 pela revista Lire. Em 2017, Um Cavalo Entra num Bar recebeu o Prémio Man Booker Internacional.
20 de maio de 2022
De Noite Todo o Sangue é Negro
..."É cruel, mas nunca sádico, o modo de escrita de Diop. É visceral. É a marca de um grande escritor que sabe o poder da linguagem para deixar na sombra o que é preciso que fique na sombra. “A história escondida tem de estar lá sem lá estar, tem de deixar-se adivinhar como um vestido cingido amarelo cor de açafrão deixa adivinhar as belas formas de uma rapariga. Tem de transparecer”, lê-se nesta história que sai da cabeça de um soldado que, depois de ser considerado um herói, é enviado para a retaguarda porque os colegas, brancos e negros, só conseguem ver nele a morte. Toda a beleza aqui é a da literatura.”
Isabel Lucas
Nov. 2021, Público
15 de maio de 2022
Leitura
É diário, é memória, é ficção, é procura, introspecção?
Tudo isso feito numa escrita cativante, moderna e feminista.
O caminho das mulheres, cheio de dores e perdas, nunca é fácil, mas nele pode haver felicidade e, sobretudo, liberdade.
5 de maio de 2022
Modos de ver
É um país cheio de sol e cor, o nosso, mas os portugueses parecem ver, cada vez mais, a preto e branco.
4 de maio de 2022
Como?
Como é que ninguém explica à criatura que Portugal é uma democracia e que nas democracias não se ilegalizam partidos, como na Ucrânia?
Como ensinar ao rapaz o que ele já devia saber: que o PCP tem lá as suas parvoíces ( agora até se excedeu nelas) mas teve também um papel fundamental na luta contra a ditadura e na construção da democracia?
Como explicar àquele humano que, por cá, estender a mão e sentir que nos querem levar o braço não é coisa do nosso agrado?
Como ensinar a um "burro velho" as regras de boa educação e convivialidade na casa dos outros quando, estando em fuga, se aceita um convite para partilhar o tecto, e às vezes os parcos haveres?
Como?









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