21 de maio de 2015

Exposição de João Queiroz


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A (este Artista) + C (este Curador) = EI (Exposição Imperdível)

Aguarelas de João Queiroz. Curadoria de Bruno Marchand

Inaugura no sábado, 23, às 17h, na Fundação Carmona e Costa, em Lisboa.

10 de maio de 2015

Phoenix









 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Vale a pena ver o filme Phoenix.

Segundo crítico do jornal i “uma história que joga com a culpa, a traição, os traumas e a adaptação a uma vida a ajustar contas com a guerra e as marcas do nazismo. “Phoenix” é a história de amor de um casal, interrompida pelos horrores da II Guerra Mundial e pelas certezas e juras perdidas.
Poderá o amor ser o alento para lhes sobreviver ou terá ele próprio sucumbido à luta para manter a própria vida? Poderá a identidade permanecer a mesma depois de tudo isso?”

Vi neste filme belo, sóbrio e tocante, sem deixar de ser duro e intenso, duas Phoenix – a heroína, a judia Nelly Lenz, mas também a própria Alemanha que, renascendo das cinzas, forçosamente se reinventam.

1 de maio de 2015

1 de Maio 1974










 
 
 
 
 
 
 
Roubei esta imagem de 1 de Maio 1974 no Facebook. Tal como a dona da foto, eu também lá estava, mas não tenho uma única fotografia. Só memória.

Os meus pais vieram de Évora passar esse dia comigo, até porque ainda não nos tínhamos visto desde o dia 25 de Abril.

A viagem que fizeram, na camioneta da Setubalense, entre Évora e Lisboa, era coisa para durar 3 horas ou 3 horas e meia, com paragens em Montemor-o-Novo, Vendas Novas, Pegões e Setúbal, tudo entrepostos em se carregava e descarregava muita bagagem, acomodada no tejadilho do veículo.

Esperei-os no fim da carreira, isto é, na Praça de Espanha, no sítio onde veio a existir o primeiro Teatro Aberto, e foi ali mesmo que demos início aos festejos – primeiro os íntimos e depois os colectivos.

Sobre a manifestação, nada a acrescentar. Quem a viveu, viveu, quem não a viveu…temos pena.

Éramos, então, todos anti-fascistas, amigos e amigas, camaradas e companheiros, o futuro era nosso e “fascismo nunca mais”.

Não conseguimos, como muitíssimos outros, entrar no estádio do INATEl, mas isso não teve nenhuma importância porque “o povo unido nunca mais será vencido”.

Como se sabe, o povo começou a desunir-se logo no dia seguinte, sendo isso a coisa mais natural do mundo. Eu é que ainda não o sabia.

Porque esse era também o tempo em que “eu era feliz e ninguém estava morto”.