terça-feira, abril 08, 2014

“O Peso do Paraíso”


 


Já aqui tinha feito um breve comentário às esculturas de Rui Chafes que estão no jardim da Fundação Gulbenkian, e não estava entusiasmada.

Agora, fui ver a exposição no interior do CAM.

Aquela enorme nave central, ainda por cima cheia de ruído arquitectónico, não facilita o trabalho de nenhum artista.

Nela, Rui Chafes dispôs as suas peças como pôde, sem recorrer a qualquer divisória do espaço, apostando em que cada uma delas falasse e valesse por si.

Como sempre, de tudo o que vemos, gostamos de modo desigual.

Há peças que nos encantam outras que nos assustam, umas que traríamos para casa de boa vontade e outras que nos desconfortam mas, creio, não há lugar para a indiferença do visitante.

Muito física e perturbadora, mas no bom sentido, esta é uma exposição que, afinal, gostei de ver.

Nota 1: imagem Gulbenkian

Nota 2: igualmente perturbador foi verificar que uma iniciativa dos serviços educativos da Gulbenkian que estava a decorrer tinha a participação de cerca de uma dúzia de crianças, mas todas raparigas. Não me contive e falei nisso a uma animadora do grupo. Disse-me que foi um acaso, porque geralmente a distribuição meninos/meninas é mais equitativa.
E eu saí mais animada. Ou menos perturbada.

 
 
 
 
 
 

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