sexta-feira, março 21, 2014

O trabalho que a sorte me dá




















Ontem começou a Primavera.
Numa peça do telejornal da hora de almoço, para além de se falar da efeméride, foi também dito que já existe o dia da felicidade; não percebi se coincidem, a Primavera e a felicidade, mas não me admiraria nada, porque os 365 dias do ano já não são suficientes para assinalar tudo e mais um par de botas como agora parece ser obrigatório.

A reportagem seguiu para a rua para perguntar aos “populares” o que era para eles a felicidade. As respostas foram as de sempre – ter saúde, amar a família, ter trabalho ou dinheiro, etc.

Pertencendo eu aos “populares”, se me tivessem interrogado teria dado as mesmíssimas respostas, acrescentando, talvez, a falta que me faz um Inverno mais ligeiro que este último, uma democracia mais saudável e um governo que me envergonhe menos.

Apesar destes últimos “azares”, não me queixo.

Ora, se um português não se queixa, para além de ser uma pessoa feliz, só pode ser uma pessoa que tem sorte, e isso é sempre dito ao não queixoso.
Por mim, trato logo de concordar com veemência.

Só nunca digo que ter sorte é das coisas que mais trabalho me tem dado nesta vida.

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