quarta-feira, fevereiro 06, 2013

Obviamente, demitiu-se

Desde que o actual governo tomou posse, já perdi a conta ao número de casos em que foi pedida, com ou sem sentido, a demissão de alguém − da Jonet ao Ulrich, da “alegre” Glória ao Franquelim, sem nunca esquecer o inenarrável Relvas.

Banalizámos os pedidos de demissão, pedem-se muitas vezes, pedem-se vezes de mais, talvez porque toda a gente sabe que não serão atendidos por parte dos visados.

O poder está absolutamente seguro de que os cães (nós) ladram e a caravana (eles) passa, e assim permaneceremos entretidos, uns a ladrar e outros a passar.

Sabemos que não é assim em democracias sólidas, “velhas” e com opiniões públicas fortes e mais ou menos esclarecidas.

Prova disso é esta notícia do ex-ministro e actual deputado inglês, que foi obrigado a demitir-se por conduzir em excesso de velocidade. É claro que a totalidade da história também mete sexo e mentiras, mas Chris Huhne declarou que a sua renúncia ao Parlamento era a única atitude adequada a tomar após a condenação pela infração.

Por esse mundo fora, as pessoas não são melhores que nós, prevaricam como nós, mas demitem-se quando são apanhadas.
A diferença não é pequena, quer na qualidade da democracia, quer na do ar que se respira.

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