quarta-feira, janeiro 30, 2013

Escurinhos, monhés, bifes a camones

Não creio que quando Arménio Carlos falou do “escurinho” da troika estivesse a ser mais racista que qualquer pessoa normal. O que acontece é que o “politicamente correcto” instalou um polícia nas circunvoluções cerebrais de cada um de nós, e o raio do polícia não dá descanso, sobretudo a uma certa esquerda beata.

Não se pode dizer escurinho mas pode-se chamar bife a um inglês: não se pode chamar monhé, mas pode-se chamar camone a um americano, não se pode mandar um piropo a uma mulher porque é assédio, não se pode comer batatas fritas ou doces porque não são boas para a saúde nem para o divinizado corpo, não se pode criticar nada noutra religião ou “civilização” mesmo que certas práticas nos revoltem as tripas, e se num filme americano se vir alguém a fumar, já se sabe que é o mau da fita mesmo antes de abrir a boca.

Não se pode, não se pode, não se pode, diz o polícia no nosso cérebro.

Eu adoro os monhés que me vendem hortaliças com um sorriso bonito, gosto do escurinho Obama e do escurinho Mandela, o bife Eric Clepton é do melhor, e aprecio muitíssimos camones de génio.
Mas não se pode, não se pode, não se pode.
Chiça, que esta vida está a ficar sem graça nenhuma.


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