terça-feira, dezembro 27, 2011

Elites saloias








A Fundação Champalimaud foi criada por um doador português, a sua presidente é portuguesa, a sua sede é em Lisboa, capital da República onde se fala português, língua falada também, e em números redondos, por mais 250 milhões de almas em cinco continentes.

Porém, a identificar o edifício pode ver-se escrito, como a imagem o comprova - CHAMPALIMAUD CENTRE FOR THE UNKNOWN.
Mais adiante, como a imagem também o comprova, lê-se Champalimaud Centre.

Nada tenho contra a identificação em inglês dum Centro que se pretende internacional, mas achava natural que a identificação viesse em português e também em inglês. Contudo, de português, nem sombra.

Sinais de soberba saloia, estes de tão apressadamente abandonarmos  o nosso mais poderoso aglutinador – a língua.
Rejeitar a língua em que todos nos entendemos substituindo-a por outra (que é franca mas não deixa de ser outra) é rejeitar, à partida, uma parte de nós, é empurrar para baixo achando, levianamente, que se está a empurrar para cima.

O pensamento das nossas elites é, demasiadas vezes, tosco e apagado.
Nelas, só a ambição individual é grande.

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