segunda-feira, setembro 19, 2011

Confirmadas as piores previsões de Van Zeller

Segundo os jornais, o Ministério da Administração Interna será o único a não ter cortes, antes pelo contrário. Pretende-se acalmar os polícias, vítimas de muitas injustiças, ao contrário de todos os outros portugueses. E porque devem estar calmos e bem dispostos? Porque se avizinham motins, ruas incendiadas, protestos, e é preciso que estejam prontos e com disposição para a bordoada.
Este é o pensamento governamental. Por mim, acho que se vão arrepender de fazer essa despesa porque ela não será necessária. Já se viu povo mais ordeiro, cumpridor e pagador? Veja-se o caso da dívida destapada da Madeira. Esperei durante todo o fim-de-semana que alguém tivesse uma ideiazita para exprimir a indignação colectiva; não precisava de ser nada muito elaborado nem de nos tirar o rabo da cadeira, e até os polícias podiam participar numa brincadeira do tipo daquela que fizemos com o Bill Clinton por causa de Timor. Lembrei-me que, por exemplo, podíamos entupir as caixas de correio electrónico do governo regional com minutas de facturas do tipo:
Festas com palhaços – 1700 milhões de euros
Festas com fogo-de-artifício – 1700 milhões de euros
Festas diárias durante 31 anos - 1700 milhões de euros
Mas não, não aconteceu nada, a não ser quilómetros de douta prosa sobre o assunto.
Quando vi as declarações do ex-patrão dos patrões Francisco Van Zeller que disse:
“O povo tem de ir para a rua protestar contra os "sacrifícios" impostos pelo Governo e as políticas de austeridade da 'troika'. Se não for feito, "ou somos parvos ou estamos mortos", confirmei que somos parvos e estamos mortos; só o governo ainda não percebeu. Sorte a dos polícias.

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