segunda-feira, julho 11, 2011

E agora, Tristane

Dominique Strauss-Kahn tem o seu assunto quase arrumado lá nas Américas, embora, para o comum dos mortais, todas as dúvidas sejam legítimas, qualquer que seja o resultado final, dada a enormidade de meios utilizados pelas partes.
Posto isto, eis que lhe aparece uma tal Tristane Banon, apresentando queixa em França por tentativa de violação em 2003, ou seja, há 8 anos.
Dá que pensar o que pode levar uma mulher, com as condições dela, a denunciar o caso apenas 8 anos depois, e como é que ela vai provar, ao fim de todo este tempo, a acusação que faz.
Diz Tristane que avançou com o processo por “não suportar ver as imagens de Dominique Strauss-Kahn a comer tranquilamente, com amigos, em restaurantes de luxo de Nova Iorque.” 
E nos outros oito anos ele levou vida de monge tibetano?
Diz também que foi aconselhada a calar-se mas, há 8 anos, Tristane já era uma mulher com meios para, em seu nome e em nome de outras mulheres com menos meios, apresentar queixa dum crime grave como é a tentativa de violação.
Acobardou-se, no caso de estar a falar verdade, mas na vida há um tempo para tudo.
DSK não é “flor que se cheire”, já o sabemos, mas esta queixa parece-me fora de prazo e desconfio que, num país misógino e machista como a França é, Tristane vai sair-se mal e terminará arrasada.
Quanto a DSK, provavelmente não será presidente de França nem qualquer outra coisa que valha a pena, mas vai continuar por aí a viver muito confortavelmente e a ser o velho baboso que já todos sabemos que é.
Teorias da conspiração? Neste caso não me convencem.

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